segunda-feira, 17 de junho de 2013

Copa das Confederações: Saúde lança campanha para mobilizar doadores de sangue durante os jogos

Fonte: Ocean / Corbis
Nos períodos de grandes eventos, como o da Copa das Confederações, por exemplo, a procura por transfusão de sangue aumenta 15%. Para garantir os estoques nos bancos, o Ministério da Saúdeaproveitou o Dia Mundial do Doador de Sangue , lembrado nesta sexta-feira (14), para lançar a nova campanha de incentivo à doação de sangue: Seja para quem for, seja doador. Este ano, a mobilização é direcionada ao jovem entre 16 e 29 anos, principalmente, os que vivem nas capitais onde serão realizados jogos da Copa das Confederações.
O assessor da coordenação geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Helder Melo, explica por que a campanha será essencial para não abaixar os estoques dos hemocentros. ”O que há, na verdade, é a dificuldade de mobilização das pessoas uma vez que elas estão envolvidas com os jogos. Então, no dia que antecede, no dia do jogo e do dia posterior, nós já estamos prevendo uma redução do número de doadores. Quando eu tenho uma deficiência de três dias de doações, no quarto ou quinto dia, eu começo a ter problemas com esse estoque. Temos também o período de férias onde muitas pessoas, em razão de suas viagens, deixam de doar sangue. E é muito importante que antes de realizar a viagem ela passe no banco de sangue e deixe abastecidos os hospitais da rede”, explica.
Para a advogada Gabriela Guimarães, doar sangue é gratificante em qualquer época do ano. ”O benefício é você saber que o seu sangue vai poder ajudar alguém. Eu acho que todo mundo que tem vontade não devia ter medo porque é uma coisa super rápida, tem todo um cuidado e eu acho que é gratificante você poder ajudar alguém”, comenta. 
Atualmente, há três milhões e seiscentos mil doadores de sangue no Brasil. A meta do Ministério da Saúde é que, até 2014, pelos menos cinco milhões de pessoas sejam voluntárias. A campanha de incentivo à doação de sangue Seja para quem for, seja doador inclui vídeo, spot de rádio, cartazes, folders e peças de internet. O material é gratuito e está disponível na página do Ministério da Saúde.

Paralisia infantil: Campanha de vacinação entra na última semana

A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite se encerra nesta semana em todo o país. Os pais ou responsáveis têm até a sexta-feira (21) para levar as crianças de seis meses a menores de 5 anos para tomar a vacina. O balanço parcial do Ministério da Saúde indica que 8,4 milhões crianças em todo país foram vacinadas contra a doença até o momento. Do público-alvo – formado por 12,9 milhões de criança – 65,2% já participaram da mobilização. A meta é atingir 95% deste público, o que totaliza 12,2 milhões de crianças.

De acordo com os dados preliminares repassados pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde, até as 12h desta segunda-feira (17), os estados com as maiores coberturas vacinais foram: Rio Grande do Sul (76,4%), Paraná (76,4%), Rondônia (75,5%), Amazonas (73,1%), Goiás (71,2%) e São Paulo (71,1%). O melhor desempenho por subgrupo de idade até o momento foi entre as crianças de 6 meses a menores de 1 ano, atingindo 72,56% do público-alvo, o que representa 1.058.062 doses aplicadas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, destacou que os números estão dentro dos objetivos traçados, mas ressaltou a importância dos pais ou responsáveis levarem as crianças aos postos para tomar a dose da vacina. “Ainda dá tempo de tomar a gotinha para proteger as crianças da paralisia infantil e ajudar o País a ficar livre do poliovirus selvagem”, afirmou a coordenadora.
Segundo ela, para repetir o sucesso das campanhas anteriores, é preciso que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos até a próxima sexta. “É fundamental também que os pais não se esqueçam da caderneta de vacinação, para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança, considerando o esquema sequencial”, explicou a coordenada.
O último caso registrado de poliomielite no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o País mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite. Mesmo assim é fundamental manter as crianças imunizadas para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, pois alguns países da África ainda registram casos da doença.
Vale lembrar que não existe tratamento contra a paralisia infantil, sendo a vacina a única forma de prevenção. Ela protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. Mesmo as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia, podem receber as gotinhas. Em alguns casos – como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina –, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.
A campanha é realizada em conjunto entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde. O Ministério da Saúde investiu R$ 32,3 milhões, sendo destinados R$ 18,6 milhões em repasses do Fundo Nacional aos estados e municípios e R$ 13,7 milhões para a aquisição das vacinas. Em todo o País, foram distribuídas 19,4 milhões de doses da vacina oral.
UF
Total
População
Doses
Cob.
AC
75.986
41.025
53,99
AM
345.998
252.889
73,09
AP
66.630
31.274
46,94
PA
679.716
372.485
54,8
RO
120.632
91.035
75,47
RR
44.559
30.152
67,67
TO
114.320
57.812
50,57
NORTE
1.447.841
876.672
60,55
AL
249.351
169.256
67,88
BA
974.884
557.328
57,17
CE
594.060
374.512
63,04
MA
583.645
315.072
53,98
PB
265.576
167.855
63,2
PE
631.037
368.519
58,4
PI
229.365
132.663
57,84
RN
218.286
135.079
61,88
SE
157.879
102.907
65,18
NORDESTE
3.904.083
2.323.191
59,51
ES
229.641
143.876
62,65
MG
1.180.492
745.218
63,13
RJ
936.853
639.176
68,23
SP
2.563.011
1.822.511
71,11
SUDESTE
4.909.997
3.350.781
68,24
PR
666.153
508.936
76,4
RS
601.135
459.497
76,44
SC
381.720
265.283
69,5
SUL
1.649.008
1.233.716
74,82
DF
182.909
110.203
60,25
GO
407.632
290.179
71,19
MS
180.505
109.590
60,71
MT
228.510
122.744
53,71
C.OESTE
999.556
632.716
63,3
BRASIL
12.910.485
8.417.076
65,2
Fonte: Newton Palma / Agência Saúde

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nutricionista esclarece os mitos e verdades sobre o consumo diário de café

Foto: Corbis
O café está entre as principais bebidas consumidas pelos brasileiros. Sempre há um intervalo para o famoso cafezinho. Apesar de tão apreciado, o café ainda gera muitas dúvidas quanto ao seu benefício para a saúde do indivíduo. O nutricionista doHospital Federal da Lagoa, Felipe Rizzetto, vinculado ao Ministério da Saúde, responde os mitos e verdades sobre o tema.
O café atrapalha o sono? Meia verdade. “Isso vai depender da sensibilidade de cada um em relação à cafeína. Quando o indivíduo consome um, duas ou mais xícaras de café consegue descrever se ele perde ou não o sono. A dosagem de cafeína no café é muito pequena, ao contrário do que pensam (1,0 a 2,5%), e na maioria das pessoas adultas, três xícaras de café ao longo do dia não interferem no sono. Mas, isso não é uma regra para todos”.
Café em excesso causa alucinações? Mito. “Não há qualquer relação entre o café e o fato da pessoa ter alucinações”.
O café gera uma série de problemas de coração? Mito. “Não, pelo contrário. O consumo regular de café de três a quatro xícaras por dia tem uma relação positiva com doenças coronarianas. O café possui mais de 15 tipos de minerais, como o potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, manganês e zinco. Além de possuir mais de 16 aminoácidos, lipídeos, como os triglicerídeos, ácidos graxos livres e açúcares. O café também apresenta uma vitamina do complexo B. Nenhum estudo recente constatou alguma relação negativa entre o consumo de café e doenças cardíacas. Todos os estudos atuais estão direcionados a explicar como os benefícios realmente acontecem”.
O café em excesso causa dores no estomago? Verdade. “Sim, o consumo de café aumenta a acidez do estômago. Principalmente, quando associado a uma gastrite pré-existente, períodos prolongados de jejum, consumo excessivo de medicamentos ou às situações de irritabilidade ou estresse. Esse excesso pode ocasionar cólicas abdominais e dores estomacais”.
Consumir em excesso causa dor de cabeça? Meia verdade. “Sim, mas não é uma regra. Entendemos como excesso mais de quatro xícaras por dia para um adulto. Essa dor de cabeça está relacionada com a sensibilidade de cada um. Para quem tem o consumo regular, por exemplo, as dores de cabeça aparecem pela falta e não pelo excesso. Esses sintomas estão muito ligados com a regularidade do consumo”.
O café acelera os tremores do mal de Parkinson? Mito. “Não existe nenhuma prova concreta em que relaciona uma quantidade pequena de cafeína com os sintomas do mal de Parkinson, muito menos com o consumo de café”.
Beber de três a quatro xícaras faz a pessoa viver mais? Meia verdade. “É uma afirmação muito forte. Viver mais depende de uma série de fatores. Se o indivíduo consome café diariamente, mas fuma – o que é muito comum – sabemos que essa associação não trará benefícios para a saúde. O café não faz mal e contribui para um metabolismo mais saudável.”