segunda-feira, 17 de junho de 2013

Paralisia infantil: Campanha de vacinação entra na última semana

A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite se encerra nesta semana em todo o país. Os pais ou responsáveis têm até a sexta-feira (21) para levar as crianças de seis meses a menores de 5 anos para tomar a vacina. O balanço parcial do Ministério da Saúde indica que 8,4 milhões crianças em todo país foram vacinadas contra a doença até o momento. Do público-alvo – formado por 12,9 milhões de criança – 65,2% já participaram da mobilização. A meta é atingir 95% deste público, o que totaliza 12,2 milhões de crianças.

De acordo com os dados preliminares repassados pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde, até as 12h desta segunda-feira (17), os estados com as maiores coberturas vacinais foram: Rio Grande do Sul (76,4%), Paraná (76,4%), Rondônia (75,5%), Amazonas (73,1%), Goiás (71,2%) e São Paulo (71,1%). O melhor desempenho por subgrupo de idade até o momento foi entre as crianças de 6 meses a menores de 1 ano, atingindo 72,56% do público-alvo, o que representa 1.058.062 doses aplicadas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, destacou que os números estão dentro dos objetivos traçados, mas ressaltou a importância dos pais ou responsáveis levarem as crianças aos postos para tomar a dose da vacina. “Ainda dá tempo de tomar a gotinha para proteger as crianças da paralisia infantil e ajudar o País a ficar livre do poliovirus selvagem”, afirmou a coordenadora.
Segundo ela, para repetir o sucesso das campanhas anteriores, é preciso que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos até a próxima sexta. “É fundamental também que os pais não se esqueçam da caderneta de vacinação, para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança, considerando o esquema sequencial”, explicou a coordenada.
O último caso registrado de poliomielite no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o País mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite. Mesmo assim é fundamental manter as crianças imunizadas para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, pois alguns países da África ainda registram casos da doença.
Vale lembrar que não existe tratamento contra a paralisia infantil, sendo a vacina a única forma de prevenção. Ela protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. Mesmo as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia, podem receber as gotinhas. Em alguns casos – como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina –, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.
A campanha é realizada em conjunto entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde. O Ministério da Saúde investiu R$ 32,3 milhões, sendo destinados R$ 18,6 milhões em repasses do Fundo Nacional aos estados e municípios e R$ 13,7 milhões para a aquisição das vacinas. Em todo o País, foram distribuídas 19,4 milhões de doses da vacina oral.
UF
Total
População
Doses
Cob.
AC
75.986
41.025
53,99
AM
345.998
252.889
73,09
AP
66.630
31.274
46,94
PA
679.716
372.485
54,8
RO
120.632
91.035
75,47
RR
44.559
30.152
67,67
TO
114.320
57.812
50,57
NORTE
1.447.841
876.672
60,55
AL
249.351
169.256
67,88
BA
974.884
557.328
57,17
CE
594.060
374.512
63,04
MA
583.645
315.072
53,98
PB
265.576
167.855
63,2
PE
631.037
368.519
58,4
PI
229.365
132.663
57,84
RN
218.286
135.079
61,88
SE
157.879
102.907
65,18
NORDESTE
3.904.083
2.323.191
59,51
ES
229.641
143.876
62,65
MG
1.180.492
745.218
63,13
RJ
936.853
639.176
68,23
SP
2.563.011
1.822.511
71,11
SUDESTE
4.909.997
3.350.781
68,24
PR
666.153
508.936
76,4
RS
601.135
459.497
76,44
SC
381.720
265.283
69,5
SUL
1.649.008
1.233.716
74,82
DF
182.909
110.203
60,25
GO
407.632
290.179
71,19
MS
180.505
109.590
60,71
MT
228.510
122.744
53,71
C.OESTE
999.556
632.716
63,3
BRASIL
12.910.485
8.417.076
65,2
Fonte: Newton Palma / Agência Saúde

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nutricionista esclarece os mitos e verdades sobre o consumo diário de café

Foto: Corbis
O café está entre as principais bebidas consumidas pelos brasileiros. Sempre há um intervalo para o famoso cafezinho. Apesar de tão apreciado, o café ainda gera muitas dúvidas quanto ao seu benefício para a saúde do indivíduo. O nutricionista doHospital Federal da Lagoa, Felipe Rizzetto, vinculado ao Ministério da Saúde, responde os mitos e verdades sobre o tema.
O café atrapalha o sono? Meia verdade. “Isso vai depender da sensibilidade de cada um em relação à cafeína. Quando o indivíduo consome um, duas ou mais xícaras de café consegue descrever se ele perde ou não o sono. A dosagem de cafeína no café é muito pequena, ao contrário do que pensam (1,0 a 2,5%), e na maioria das pessoas adultas, três xícaras de café ao longo do dia não interferem no sono. Mas, isso não é uma regra para todos”.
Café em excesso causa alucinações? Mito. “Não há qualquer relação entre o café e o fato da pessoa ter alucinações”.
O café gera uma série de problemas de coração? Mito. “Não, pelo contrário. O consumo regular de café de três a quatro xícaras por dia tem uma relação positiva com doenças coronarianas. O café possui mais de 15 tipos de minerais, como o potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, manganês e zinco. Além de possuir mais de 16 aminoácidos, lipídeos, como os triglicerídeos, ácidos graxos livres e açúcares. O café também apresenta uma vitamina do complexo B. Nenhum estudo recente constatou alguma relação negativa entre o consumo de café e doenças cardíacas. Todos os estudos atuais estão direcionados a explicar como os benefícios realmente acontecem”.
O café em excesso causa dores no estomago? Verdade. “Sim, o consumo de café aumenta a acidez do estômago. Principalmente, quando associado a uma gastrite pré-existente, períodos prolongados de jejum, consumo excessivo de medicamentos ou às situações de irritabilidade ou estresse. Esse excesso pode ocasionar cólicas abdominais e dores estomacais”.
Consumir em excesso causa dor de cabeça? Meia verdade. “Sim, mas não é uma regra. Entendemos como excesso mais de quatro xícaras por dia para um adulto. Essa dor de cabeça está relacionada com a sensibilidade de cada um. Para quem tem o consumo regular, por exemplo, as dores de cabeça aparecem pela falta e não pelo excesso. Esses sintomas estão muito ligados com a regularidade do consumo”.
O café acelera os tremores do mal de Parkinson? Mito. “Não existe nenhuma prova concreta em que relaciona uma quantidade pequena de cafeína com os sintomas do mal de Parkinson, muito menos com o consumo de café”.
Beber de três a quatro xícaras faz a pessoa viver mais? Meia verdade. “É uma afirmação muito forte. Viver mais depende de uma série de fatores. Se o indivíduo consome café diariamente, mas fuma – o que é muito comum – sabemos que essa associação não trará benefícios para a saúde. O café não faz mal e contribui para um metabolismo mais saudável.”

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre a saúde da pele

Foto: Judith Haeusler/cultura/Corbis
Quando o assunto é a saúde da pele há sempre uma série de dúvidas acerca do tema. Frequentemente os dermatologistas são questionados sobre assuntos que, na realidade, não passam de crendices populares. Mas, afinal o que de fato é mito ou verdade? Para esclarecer o assunto, a dermatologista Fernanda Aguiar Santos Vilela, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e chefe do ambulatório de dermatologia do Hospital Federal Cardoso Fontes, vinculado ao Ministério da Saúde, responde.
Chocolate aumenta a oleosidade da pele? Verdade.“O chocolate precisa ser consumido com moderação. O excesso pode aumentar a oleosidade e irritabilidade da pele. Estudos mais recentes têm apontado no sentido de que alimentos à base de chocolate podem influenciar na acne vulgar.”
Cremes em excesso aumentam a oleosidade e acnes no rosto? Verdade. “Se o produto tiver óleo em sua formulação, poderá aumentar a oleosidade no rosto e agravar a acne. Assim como os cremes faciais em excesso podem causar ou piorar a indecência de acnes. Para evitar esses problemas é fundamental consultar um dermatologista. Ele vai avaliar o tipo de pele e orientar o veículo dermatológico de acordo com o seu tipo de pele, por exemplo, creme, gel, sérum ou loção oil free.”
A aplicação de óleos em excesso nos cabelos pode afetar a face? Verdade. “Sim, a aplicação de óleos e cremes em excesso nos cabelos pode causar e aumentar a incidência de acne na face. Geralmente, elas aparecem na testa, próximo ao couro cabeludo e até mesmo nas costas.”
A maquiagem fecha os poros, aumenta à oleosidade da pele? Verdade. “A maquiagem pode obstruir os poros e aumentar a oleosidade da pele e ocasionar o surgimento de espinhas e cravos. O recomendado é aplicar maquiagens adequadas ao seu tipo de pele e, após seu uso, removê-la juntamente com seus resíduos, lavando abundantemente com água e sabão.”
Os alimentos ricos em vitamina C melhoram a saúde da pele? Meia verdade. “Na verdade, o que influencia na saúde da pele é ter uma dieta equilibrada que inclua frutas, como a laranja, mamão, manga, que são benéficas para a pele. É importante observar que não se deve aplicar a laranja diretamente na pele. Essa ação associada à exposição solar pode causar uma série de lesões e manchas na pele.”
Salgadinhos, hambúrgueres, batatas fritas, maionese, ketchup e outros alimentos gordurosos aumentam a oleosidade da pele? Mito. “Não influencia diretamente na saúde da pele. Frituras e alimentados gordurosos não causam acne. Em compensação, pode ter outros problemas. Entretanto, estudos recentes têm sugerido que a acne tem sua incidência aumentada com a adoção de dietas ricas em alimentos processados, laticínios, açúcares e óleos refinados.”
Ter uma alimentação balanceada rica em nutrientes influencia na saúde da pele? Verdade. “A alimentação deve ser saudável e equilibrada. O excesso ou a deficiência de um nutriente pode causar danos à pele e à saúde de um indivíduo”.
A dermatologista orienta como ter uma pele saudável: “De uma forma geral, limpar a pele, hidratá-la e protegê-la adequadamente da radiação ultravioleta são importantes ferramentas na busca por uma pele saudável. Claro que, dependendo do tipo de pele e o objetivo do paciente, o dermatologista poderá incluir outros tipos de tratamento”, orienta a especialista.
  • Confira as dicas:
- Limpeza adequada da pele feita, em geral, com sabonete neutro ou indicado para um tipo de pele específico. Lembrando que a lavagem da pele também não deve ser excessiva.
- Usar um hidratante adequado a seu tipo de pele.
- Utilizar proteção contra os raios UV (ultravioleta). O uso de protetor solar adequado a seu tipo de pele deve ser regular em indivíduos acima de seis meses de idade.
- Utilizar medidas fotoprotetoras como uso de roupas, chapéus e óculos escuros adequados. – Não se expor ao sol excessivamente.
- Consultar um dermatologista regularmente.
- Manter uma alimentação saudável e equilibrada.

Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna do Ministério da Saúde

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Infectologista esclarece dúvidas sobre vacina contra pólio

Começou a campanha de vacinação contra a Poliomielite. Entre os dias 8 e 21 de junho pais ou responsáveis devem levar as crianças de seis meses a menores de cinco anos aos postos de vacinação para receber a vacina. Preocupada em deixar a paralisia infantil longe dos dois filhos, a jornalista Rafaela Ribeiro mantém o cartão de vacinação das crianças atualizado. “A pólio é uma doença que já prejudicou muita gente. Meu marido tem uma tia que teve paralisia, por causa da pólio – na época dela não existia vacinação contra a doença – e isso fez com que a gente ficasse mais atento sobre a importância de manter as nossas crianças protegidas dessa doença”, destaca.
A infectologista do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde, Patrícia Reis Pereira, conta que a poliomielite está erradicada no Brasil desde 1989, mas como ainda há incidência em outras partes do globo é preciso manter a vacinação para que doença não retorne ao país. “A pólio é uma doença grave que causa fraqueza muscular, paralisia e pode até levar à morte. Como a gente tem uma vacina tão efetiva, e a gente conseguiu erradicar a doença, se espera que continue assim, porque ainda existe poliomielite no mundo”, destaca a médica.
Apesar de não haver registro de casos de pólio no país, os profissionais de saúde estão em alerta sobre a necessidade de notificação e investigação de todo caso suspeito de pessoas procedentes de países com circulação da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os anos de 2011 e 2012, 16 países registraram casos da doença. A maioria é decorrente de importações do poliovírus selvagem de países endêmicos (Afeganistão, Nigéria e Paquistão) ou de países que restabeleceram a transmissão (Angola, Chade, República do Congo).
Em 2012, foram registrados 223 casos, dos quais 217 (97,3%) foram nos países endêmicos e 6 (2,7%) nos não endêmicos. É uma redução de 36,9% nos registros de poliomielite no mundo, quando comparado ao mesmo período de 2011 (604 casos). No ano de 2013, até o dia 22 de maio, foram registrados 32 casos, sendo 8 no Paquistão, 22 na Nigéria e 2 no Afeganistão.
Novo Esquema de Vacinação – Clara, a filha mais velha de Rafaela Ribeiro, tem três anos e recebeu a vacina contra pólio no esquema de gotinha. Mas, desde o segundo semestre de 2012, o Brasil está se preparando para utilizar apenas a vacina injetável, com o vírus inativado da doença, atendendo a recomendação da OMS. O filho mais novo de Rafaela, Pedro, tem seis meses e já começou a receber no posto de vacinação a dose injetável da vacina contra pólio. “Ele já tomou as duas injetáveis – uma aos dois e outra aos quatro meses – e agora ele vai receber a primeira de gotinha. É supersimples”.
  • Entenda o esquema vacinal





Dúvidas comuns – Uma dúvida comum dos pais, ao saberem sobre a vacina com o vírus inativado da poliomielite é se ela não possibilita o desenvolvimento da doença. A infectologista Patrícia Reis Pereira esclarece que “a vacina que está sendo aplicada é segura e não há possibilidade de transmissão da doença”. Outra dúvida comum é de que quem teve pólio pode transmitir geneticamente a doença. Isso não é verdade. A doença não pode ser passada geneticamente.
Então, não deixe de levar as crianças ao posto de vacinação mais próximo e mantenha o Brasil imune à poliomielite.
Ilana Paiva / Blog da Saúde