segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre a saúde da pele

Foto: Judith Haeusler/cultura/Corbis
Quando o assunto é a saúde da pele há sempre uma série de dúvidas acerca do tema. Frequentemente os dermatologistas são questionados sobre assuntos que, na realidade, não passam de crendices populares. Mas, afinal o que de fato é mito ou verdade? Para esclarecer o assunto, a dermatologista Fernanda Aguiar Santos Vilela, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e chefe do ambulatório de dermatologia do Hospital Federal Cardoso Fontes, vinculado ao Ministério da Saúde, responde.
Chocolate aumenta a oleosidade da pele? Verdade.“O chocolate precisa ser consumido com moderação. O excesso pode aumentar a oleosidade e irritabilidade da pele. Estudos mais recentes têm apontado no sentido de que alimentos à base de chocolate podem influenciar na acne vulgar.”
Cremes em excesso aumentam a oleosidade e acnes no rosto? Verdade. “Se o produto tiver óleo em sua formulação, poderá aumentar a oleosidade no rosto e agravar a acne. Assim como os cremes faciais em excesso podem causar ou piorar a indecência de acnes. Para evitar esses problemas é fundamental consultar um dermatologista. Ele vai avaliar o tipo de pele e orientar o veículo dermatológico de acordo com o seu tipo de pele, por exemplo, creme, gel, sérum ou loção oil free.”
A aplicação de óleos em excesso nos cabelos pode afetar a face? Verdade. “Sim, a aplicação de óleos e cremes em excesso nos cabelos pode causar e aumentar a incidência de acne na face. Geralmente, elas aparecem na testa, próximo ao couro cabeludo e até mesmo nas costas.”
A maquiagem fecha os poros, aumenta à oleosidade da pele? Verdade. “A maquiagem pode obstruir os poros e aumentar a oleosidade da pele e ocasionar o surgimento de espinhas e cravos. O recomendado é aplicar maquiagens adequadas ao seu tipo de pele e, após seu uso, removê-la juntamente com seus resíduos, lavando abundantemente com água e sabão.”
Os alimentos ricos em vitamina C melhoram a saúde da pele? Meia verdade. “Na verdade, o que influencia na saúde da pele é ter uma dieta equilibrada que inclua frutas, como a laranja, mamão, manga, que são benéficas para a pele. É importante observar que não se deve aplicar a laranja diretamente na pele. Essa ação associada à exposição solar pode causar uma série de lesões e manchas na pele.”
Salgadinhos, hambúrgueres, batatas fritas, maionese, ketchup e outros alimentos gordurosos aumentam a oleosidade da pele? Mito. “Não influencia diretamente na saúde da pele. Frituras e alimentados gordurosos não causam acne. Em compensação, pode ter outros problemas. Entretanto, estudos recentes têm sugerido que a acne tem sua incidência aumentada com a adoção de dietas ricas em alimentos processados, laticínios, açúcares e óleos refinados.”
Ter uma alimentação balanceada rica em nutrientes influencia na saúde da pele? Verdade. “A alimentação deve ser saudável e equilibrada. O excesso ou a deficiência de um nutriente pode causar danos à pele e à saúde de um indivíduo”.
A dermatologista orienta como ter uma pele saudável: “De uma forma geral, limpar a pele, hidratá-la e protegê-la adequadamente da radiação ultravioleta são importantes ferramentas na busca por uma pele saudável. Claro que, dependendo do tipo de pele e o objetivo do paciente, o dermatologista poderá incluir outros tipos de tratamento”, orienta a especialista.
  • Confira as dicas:
- Limpeza adequada da pele feita, em geral, com sabonete neutro ou indicado para um tipo de pele específico. Lembrando que a lavagem da pele também não deve ser excessiva.
- Usar um hidratante adequado a seu tipo de pele.
- Utilizar proteção contra os raios UV (ultravioleta). O uso de protetor solar adequado a seu tipo de pele deve ser regular em indivíduos acima de seis meses de idade.
- Utilizar medidas fotoprotetoras como uso de roupas, chapéus e óculos escuros adequados. – Não se expor ao sol excessivamente.
- Consultar um dermatologista regularmente.
- Manter uma alimentação saudável e equilibrada.

Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna do Ministério da Saúde

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Infectologista esclarece dúvidas sobre vacina contra pólio

Começou a campanha de vacinação contra a Poliomielite. Entre os dias 8 e 21 de junho pais ou responsáveis devem levar as crianças de seis meses a menores de cinco anos aos postos de vacinação para receber a vacina. Preocupada em deixar a paralisia infantil longe dos dois filhos, a jornalista Rafaela Ribeiro mantém o cartão de vacinação das crianças atualizado. “A pólio é uma doença que já prejudicou muita gente. Meu marido tem uma tia que teve paralisia, por causa da pólio – na época dela não existia vacinação contra a doença – e isso fez com que a gente ficasse mais atento sobre a importância de manter as nossas crianças protegidas dessa doença”, destaca.
A infectologista do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde, Patrícia Reis Pereira, conta que a poliomielite está erradicada no Brasil desde 1989, mas como ainda há incidência em outras partes do globo é preciso manter a vacinação para que doença não retorne ao país. “A pólio é uma doença grave que causa fraqueza muscular, paralisia e pode até levar à morte. Como a gente tem uma vacina tão efetiva, e a gente conseguiu erradicar a doença, se espera que continue assim, porque ainda existe poliomielite no mundo”, destaca a médica.
Apesar de não haver registro de casos de pólio no país, os profissionais de saúde estão em alerta sobre a necessidade de notificação e investigação de todo caso suspeito de pessoas procedentes de países com circulação da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os anos de 2011 e 2012, 16 países registraram casos da doença. A maioria é decorrente de importações do poliovírus selvagem de países endêmicos (Afeganistão, Nigéria e Paquistão) ou de países que restabeleceram a transmissão (Angola, Chade, República do Congo).
Em 2012, foram registrados 223 casos, dos quais 217 (97,3%) foram nos países endêmicos e 6 (2,7%) nos não endêmicos. É uma redução de 36,9% nos registros de poliomielite no mundo, quando comparado ao mesmo período de 2011 (604 casos). No ano de 2013, até o dia 22 de maio, foram registrados 32 casos, sendo 8 no Paquistão, 22 na Nigéria e 2 no Afeganistão.
Novo Esquema de Vacinação – Clara, a filha mais velha de Rafaela Ribeiro, tem três anos e recebeu a vacina contra pólio no esquema de gotinha. Mas, desde o segundo semestre de 2012, o Brasil está se preparando para utilizar apenas a vacina injetável, com o vírus inativado da doença, atendendo a recomendação da OMS. O filho mais novo de Rafaela, Pedro, tem seis meses e já começou a receber no posto de vacinação a dose injetável da vacina contra pólio. “Ele já tomou as duas injetáveis – uma aos dois e outra aos quatro meses – e agora ele vai receber a primeira de gotinha. É supersimples”.
  • Entenda o esquema vacinal





Dúvidas comuns – Uma dúvida comum dos pais, ao saberem sobre a vacina com o vírus inativado da poliomielite é se ela não possibilita o desenvolvimento da doença. A infectologista Patrícia Reis Pereira esclarece que “a vacina que está sendo aplicada é segura e não há possibilidade de transmissão da doença”. Outra dúvida comum é de que quem teve pólio pode transmitir geneticamente a doença. Isso não é verdade. A doença não pode ser passada geneticamente.
Então, não deixe de levar as crianças ao posto de vacinação mais próximo e mantenha o Brasil imune à poliomielite.
Ilana Paiva / Blog da Saúde

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ministério da Saúde anuncia ações para enfrentamento da gripe


Foram distribuídos mais de 1,2 milhão de tratamentos de oseltamivir, disponibilizados recursos para o preparo da rede de saúde aos estados com maior incidência da doença e oferecido curso de capacitação aos profissionais de saúde  

O Ministério da Saúde está adotando uma série de medidas para o enfrentamento da influenza deste ano. Além da campanha nacional de vacinação, que imunizou mais de 32 milhões de pessoas e ultrapassou a meta de 80% do público-alvo, diversas ações em curso visam à prevenção e a redução do número de casos e óbitos por agravamento da doença.    
As medidas foram anunciadas nesta terça-feira (21) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e abrangem deste a disponibilização de R$ 30 milhões para a preparação da rede ambulatorial e hospitalar ao tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como a distribuição de 1,2 milhão de tratamentos de oseltamivir (tamiflu). Os recursos foram repassados aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.


Durante a entrevista coletiva, o ministro ressaltou que estes recursos foram direcionados aos estados que apresentam maior incidência de casos de gripe. Entre eles, o de maior preocupação, no momento, é São Paulo, onde foram notificados, neste ano, 1.863 casos de SRAG e 183 óbitos, sendo 55 para H1N1. Padilha anunciou que o Ministério da Saúde vai enviar ao estado uma equipe para investigação dos casos de óbitos; ampliar os pontos de distribuição do oseltamivir; realizar semanalmente videoconferências com a participação de 42 hospitais para monitoramento da influenza no estado, além de reuniões com as operadoras de planos de saúde para reforçar o protocolo da Influenza 2013. 
O ministro destacou a importância do uso do oseltamivir e fez um apelo para que estados e municípios facilite o acesso ao medicamento. Para isso, sugeriu que o Tamiflu seja disponibilizado em todas as unidades de saúde, nas UPAs, nos prontos socorros, facilitando assim  a prescrição pelo profissional de saúde. “O Ministério da Saúde garante a distribuição desse medicamento de graça e todos os estados estão abastecidos”, afirmou Padilha.
Segundo o ministro, estudo sobre os óbitos no ano passado no Rio Grande do Sul, demonstrou que apenas 5% das vítimas receberam o medicamento nas 48 horas. “ O tratamento deve ser iniciado de imediato, sobretudo para pessoas que estão no grupo de risco. Não se deve esperar a confirmação laboratorial ou o agravamento do caso”, explicou Padilha. Ele ressaltou ainda que o antiviral deve ser utilizado em pessoas  que fazem parte do grupo de risco e moram com alguém que teve influenza. A mesma recomendação serve para os moradores de asilos. “Essas pessoas devem receber o Tamiflu, mesmo que não tenham sinais e sintomas da doença”, observou;
O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovich, explicou que um dos cuidados durante a revisão do protocolo de Influenza para 2013, foi a de reafirmar a recomendação para o uso do medicamento. “Existe uma falta do hábito dos nossos profissionais de saúde em prescrever o antiviral Tamiflu, talvez por entender que não existe tratamento específico para a gripe. Porém, há alguns anos existe este medicamento, com estudos confirmando a sua eficácia”, ressaltou.
RECURSOS - A aplicação do recurso (R$ 30 milhões) vai ampliar a capacidade de internações, com a criação de leitos extras para o tratamento de influenza, de acordo com a necessidade local. A estimativa é de criação de aproximadamente 450 leitos para o tratamento da influenza, distribuídos nos quatro estados, possibilitando 1,8 mil internações por mês.
O montante vai permitir a compra ou locação de cerca de 450 ventiladores respiratórios e 555 monitores cardíacos para equipar leitos de cuidados intermediários ou intensivos. Além disso, deverão ser adquiridos 1.500 oxímetros para os estabelecimentos de primeiro atendimento e unidades 24 horas de pronto atendimento clínico e pediátrico. O equipamento é usado na classificação de risco do paciente com síndrome gripal e facilita a identificação precoce de formas graves da doença.
O repasse do recurso foi baseado na análise dos locais com maior número de casos de Influenza em 2009. Ao estado de São Paulo foram destinados R$ 12,7 milhões; para o Rio Grande do Sul foram disponibilizados R$ 5,6 milhões; Santa Catarina R$ 5,4 milhões; e Paraná R$ 6,7 milhões. Os estados vão articular com os municípios o uso do recurso, de acordo com a situação epidemiológica prevista ou detectada. Nesses quatros estados foram realizadas 310.895 internações por SRAG, em 2009.
CURSO- Também como parte das medidas de preparação da rede pública, o Ministério da Saúde oferecerá, em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), curso de Educação a Distância (EAD) sobre o protocolo de influenza 2013. Voltado aos médicos que atuam na rede assistência à saúde, a capacitação tem o objetivo de reforçar o manejo correto de influenza, de acordo com protocolos atualizados.
O curso apresenta casos clínicos interativos, com explicações sobre os erros e acertos a cada decisão que o médico tomar. Ao final de cada caso, o profissional poderá assistir a um vídeo com comentários de médicos especialistas sobre o tema abordado. Além disso, o curso permite o acesso a materiais de apoio, como fluxograma de tratamento, orientações de etiqueta respiratória e links para outros conteúdos. Outros profissionais da saúde podem fazer o curso como visitante, mas não receberão declaração de conclusão. As inscrições podem ser feitas no link http://unasus.gov.br/influenza.
O Ministério da Saúde também vai distribuir 680 mil materiais informativos e educativos para orientação aos profissionais da área e também à população, como cartazes sobre tratamento e prevenção da gripe, display de mesa sobre tratamento, filipeta orientando a diluição do oseltamivir para crianças, algoritmo de atendimento.
PROTOCOLO – A orientação aos médicos para receitar o Fosfato de oseltamivir (Tamiflu), sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que integrem o grupo de risco e que apresentem sintomas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - como crianças menores de dois anos, gestantes, puérperas, indígenas que moram em aldeias, idosos, obesos e doentes crônicos - é uma das recomendações do Protocolo de Tratamento da Influenza 2013. O protocolo orienta ainda atenção especial às gestantes, reiterando a necessidade do uso do antiviral em até 48 horas após o aparecimento dos sintomas mesmo para as que receberam a vacina, além da investigação do caso com exames complementares.  Quem não pertence aos grupos mais vulneráveis, mas apresente sinais de agravamento da síndrome gripal, o tratamento com o antiviral deve ser iniciado com urgência.
DISTRIBUIÇÃO -O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz complicações e óbitos pela doença. Para retirar o medicamento, o paciente deve apresentar prescrição médica emitida tanto por profissionais da rede pública como da rede privada.  A adoção de ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal são algumas das recomendações para a prevenção da gripe.  Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. O Ministério da Saúde distribuiu aos estados 1.066.082 tratamentos do oseltamivir na fórmula adulto (75mg) e 141.900 tratamentos de uso pediátrico. 
AMPLIAÇÃO: A validade do antiviral usado no tratamento da Influenza foi ampliada, conforme resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida atendeu a solicitação do laboratório produtor (Roche) e do Ministério da Saúde, já que o prazo do antiviral com registro no Brasil era de dois anos. O mesmo medicamento possui vencimento de quatro anos em países europeus e nos Estados Unidos.
Com a resolução, o prazo de validade do Tamiflu com concentração 30mg e 45mg (fórmula infantil) passará de dois para quatro anos, a partir da data de fabricação. A modificação está amparada por estudos de estabilidade feitos pelo laboratório produtor. A extensão vale para todos os lotes do medicamento em posse do Ministério da Saúde. A iniciativa contribuirá para a garantia do tratamento adequado aos pacientes.
A alteração será apresentada em etiquetas na embalagem, que também manterá o lacre original de fábrica para demonstrar a integridade do produto. O Ministério da Saúde monitora a quantidade em estoque e avalia a necessidade do envio de novas remessas do medicamento.
IMUNIZAÇÃO:O balanço nacional aponta que foi superada a meta da 15ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Até as 11h desta segunda-feira (20), foram vacinadas 32,4 milhões de pessoas em todo o Brasil. O número representa uma cobertura de 83,7% do público alvo, excluídas as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.  A meta era vacinar 80%, de um total de 39,2 milhões.
Dezenove estados e o Distrito Federal atingiram 80% ou mais de cobertura vacinal. O Ministério da Saúde (MS) recomenda aos estados e municípios que não atingiram a meta para que continuem vacinando quem faz parte dos grupos prioritários. Na análise por grupo prioritário, a campanha teve melhor adesão entre as mulheres em puerpério (45 dias após o parto) com 100% de cobertura, seguido dos trabalhadores em saúde 93%, crianças 88,4% e pessoas acima dos 60 anos 82,3%. A população indígena teve 74,7% de imunização e gestantes alcançaram o menor índice com 73,6%. Grávidas ainda podem se vacinar. A vacina é segura e a melhor forma de prevenção antes do inverno. Foram ainda aplicadas 5,7 milhões de doses em doentes crônicos e 226,1 mil doses em pessoas privadas de liberdade. As pessoas que formam o grupo prioritário são consideradas mais vulneráveis a desenvolver a forma mais grave da doença e ter complicações, como internação e mortes. 
RAIO X DA DOENÇA:  De 1º de janeiro a 12 de maio de 2013, foram notificados 4.713 casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), destes 388 casos foram confirmados para o vírus Influenza A(H1N1). No mesmo período deste ano, foram confirmados 391 óbitos por SRAG, sendo 61 por A(H1N1). Durante o ano de 2012, foram registrados 20.539 casos da SRAG, sendo confirmados 2.614 para A (H1N1). No ano passado, foram contabilizadas 1.931 mortes, sendo 351 pelo vírus pandêmico.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Endocrinologista alerta para riscos do uso de anabolizantes



Fonte: Ron Chapple/Ron Chapple Stock/Corbis
A busca pelo corpo perfeito não pode colocar a saúde do indivíduo em risco. Alguns, em nome da beleza, exageram nos exercícios físicos, dietas sem indicações nutricionais e até apelam para o auxilio de anabolizantes e medicamentos para acelerar os efeitos tão desejados. Popularmente chamados de “bomba”, os anabolizantes podem ser tomados via oral (cápsula ou comprimidos) ou serem injetados diretamente no músculo. Essa prática ilegal e sem orientação médica pode trazer uma série de riscos à saúde. O endocrinologista do Hospital Federal de Bonsucesso, Miguel Madeira, aponta os principais problemas e consequências causados pelo uso indiscriminado de anabolizantes.
O que são anabolizantes?
“Os anabolizantes ou esteroides são substâncias derivadas da testosterona, hormônio produzido pelo homem e responsável por muitas das características que diferem o sexo masculino do feminino.”

Qual o efeito da testosterona e dos anabolizantes?
“A testosterona é responsável pela distribuição de pelos corporais nos homens, formação da barba, engrossamento da voz, maior densidade mineral dos ossos e, principalmente, pelo aumento do tamanho dos músculos, resistência e força física. Para ter um corpo definido e musculoso, muitos homens e mulheres tomam ou injetam anabolizantes com a expectativa de alcançar uma imagem corporal perfeita, prejudicando a saúde em todos os aspectos.”

Quais as consequências do uso abusivo de anabolizantes?
“O anabolizante utilizado de maneira aleatória e sem recomendação médica pode acarretar efeitos colaterais, como a elevação da pressão arterial, aumento do LDL. Pode ocasionar várias alterações cardíacas, como a hipertensão arterial, doença arterial coronariana e até infarto do miocárdio. Além disto, pode surgir acne, aumento de pelos, alterar os períodos menstruais, trombose, depressão, agressividade, acelera o processo de calvície e engrossa a voz, principalmente nas mulheres. Gera ainda uma série de lesões no fígado, como o desenvolvimento de tumores ou mesmo falência hepática grave.”

Afeta o desenvolvimento dos adolescentes?
“Nos jovens, aumenta o tecido mamário, atrofia dos testículos, com redução da produção de espermatozoides. Além disso, o uso de anabolizantes pode acarretar no fechamento precoce das cartilagens de crescimento prejudicando a estatura prevista para a faixa etária.”

Quais os efeitos dos medicamentos veterinários?
“No intuito de ter o corpo perfeito e musculoso, muitos apelam para os hormônios de crescimento veterinários, substâncias tóxicas, de uso exclusivo para cavalos, vacas e cachorros. Além disso, por ser um remédio ilegal, é comprado de forma clandestina e, na maioria das vezes, vem falsificado, um risco maior ainda para saúde do usuário.”

Em quais casos os médicos podem receitar o uso de anabolizantes?
“Esse tipo de medicamento pode ser utilizado com supervisão médica em determinadas situações. Normalmente, é recomendado para homens com deficiência na produção da testosterona, evento comum na terceira idade. Entretanto, pode ocorrer em qualquer fase da vida. Os sintomas mais comuns são cansaço excessivo, falta de disposição, diminuição dos pelos corporais, redução da frequência e da intensidade das ereções. Mesmo assim, seu uso é racionado pelo médico. A reposição adequada da testosterona é de apenas uma ampola por mês. Para ter uma ideia, as pessoas que fazem uso do hormônio como anabolizante usam em média de 5 a 6 aplicações por mês, gerando uma série de efeitos colaterais que podem levar ao óbito”, finaliza.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

PET-Saúde proporciona aos estudantes a vivência do conteúdo que aprendem na faculdade


Foto: Blend Images/Corbis
Atrelar a teoria acadêmica das salas de aula à prática diária dos serviços de saúde para formar profissionais de qualidade – esse é o intuito doPrograma de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde). Para que isso aconteça, o Ministério da Saúde está financiando projetos, elaborados por instituições de ensino superior em conjunto com secretarias municipais e estaduais, que buscam melhorias para o Sistema único de Saúde (SUS).
O programa quer que estudantes de diferentes cursos mediados por professores e profissionais da área, também de formações diferentes, trabalhem e aprendam em conjunto. A coordenadora do PET-Saúde, Eliana Cyrino, explica: “Queremos estudantes de diferentes cursos da saúde trabalhando de forma integrada. Eles vão estudar determinada situação, interagir e propor uma intervenção para o melhoramento do SUS. Nós queremos também que o aluno aprenda a valorizar o trabalho em equipe, valorizar o saber de cada um. Conhecer a especificidade de cada profissão para dar valor aos demais profissionais que vão trabalhar com eles”.
O PET-Saúde é regulamentado pela Portaria Interministerial nº 421, de 03 de março de 2010. Conforme consta no documento, o MS disponibiliza bolsas para tutores, preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de 16 cursos de graduação da área da saúde. Tanto os alunos, quanto os demais participantes do PET têm que cumprir oito horas semanais no projeto. Podendo ser em qualquer período, inclusive na parte da noite e nos fins de semana.
Cada grupo PET trabalha com um tema que é relacionado às demandas da sociedade local e às prioridades do Ministério da Saúde. “Temos temas de cuidados ao diabético, cuidados ao hipertenso, diminuição da mortalidade materna, saúde mental, entre muitos outros”, explica. Hoje, o programa conta com a participação de 99 instituições de ensino superior, abrangendo 709 cursos de saúde. Com 120 projetos em execução, a ação envolve mais de oito mil bolsistas, entre tutores acadêmicos, preceptores dos serviços de saúde e estudantes. A expectativa é que com o último edital do mês de abril duplique o número de estudantes atuando nas redes de atenção nos próximos dois anos, tempo de duração dos projetos.
Na prática – “O PET é a educação pela prática. A idéia é que o aluno tenha muita dimensão da prática da saúde. Por isso, eles acompanham no ambulatório e também fazem visita domiciliar. Para que conheçam todos os pontos de cuidado. Eles têm que entender que o cuidado não é só em um ponto do hospital ou só na hora da cirurgia, mas sim, que se interrelaciona como uma rede. Só assim conseguimos garantir o cuidado integral para o paciente”, explica Eliana Cyrino.

Flavia Daniele Barreto está no quarto ano do curso de medicina, já participou do PET de Saúde Mental e está integrando o PET de Urgências e Emergências. Aos 26 anos, a estudante da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), sabe que quer trabalhar na área de emergências e entusiasmada com o programa, conta como ele irá ajudá-la: “É uma oportunidade de ampliar o campo de prática e de pesquisa. Porque uma coisa é como a gente aprende na faculdade e outra é como a gente aprende na prática. Por exemplo, hoje estou trabalhando com acolhimento e tentando desafogar um pouco as unidades terciárias. Nós vemos que alguns atendimentos podem ser feitos aqui mesmo na atenção básica e orientamos o paciente com relação ao tipo de unidade que ele deve procurar. Isso ajuda a desafogar o sistema, melhorando muito a realidade e interferindo no tempo resposta das unidades”, destaca Daniela.
Pesquisa – A estudante acrescenta: “Através das pesquisas, podemos evidenciar falhas em alguns campos onde nós mesmos, quando profissionais, poderemos trabalhar para corrigir. Isso eu não aprendo na sala de aula. Para o meu crescimento profissional está sendo muito proveitoso”. Para a coordenadora do PET, Eliana Cyrino, o benefício é de todos que participam do projeto, mas o benefício maior é a formação dos estudantes e, consequentemente, para a população que terá melhores profissionais.
O programa – Quando o edital é aberto pelo Ministério da Saúde, toda e qualquer instituição pública ou privada sem fins lucrativos, que ofereçam cursos de graduação nas 16 áreas da saúde, podem se inscrever. Para isso, um projeto em parceria entre a instituição e a secretaria municipal ou estadual deve ser enviado para o MS e nele já deve haver o nome do tutor que será responsável pelo projeto na universidade e o nome do preceptor que irá coordenar os alunos no serviço de saúde. Após os projetos serem selecionados pelo MS, a instituição poderá abrir as inscrições e selecionar os alunos que irão participar do PET-Saúde.
Parceiros – O programa é uma parceria entre a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, a Secretaria de Educação Superior (SESu), do Ministério da Educação, e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD/GSI/PR). A iniciativa conta com investimento de 76 milhões de reais do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Organização de atividades ajuda a controlar distúrbios do sono, orienta especialista


Foto: David Cleveland / Image Source / Corbis
Quando o despertador toca na segunda-feira, algumas pessoas precisam fazer um grande esforço para abrir os olhos, e, mesmo assim, não conseguem despertar com facilidade. Essa dificuldade em acordar no primeiro dia útil da semana é bastante comum e ocorre porque as pessoas modificam os horários do sono nos fins de semana. Geralmente, dormem e levantam mais tarde no sábado e no domingo.
“O ideal é não abusar dois dias seguidos. Se dormiu muito tarde na sexta-feira, durma mais cedo no sábado. Tentar evitar o cochilo durante a tarde de domingo também é importante, para não ficar sem sono e dormir muito tarde”, aconselha a otorrinolaringologista e especialista em Medicina do Sono, Luciane Mello, responsável pelo Ambulatório de Ronco e Apneia do Hospital Federal da Lagoa (RJ), vinculado ao Ministério da Saúde.
De acordo com a especialista, é importante evitar desconfortos perto da hora de dormir, como ficar exposto à luz de computadores ou aparelhos de TV ou ingerir bebidas que contenham cafeína ou álcool, por exemplo. Embora o álcool seja um depressor do sistema nervoso central e cause sono, a qualidade é afetada. “O álcool fragmenta o sono. Ele impede que a pessoa atinja uma fase mais profunda do sono, e esse se torna leve e superficial. Isso dificulta acordar cedo. Por isso é indicado evitar bebidas alcoólicas, principalmente, no domingo”, explica Luciane.
Atraso e avanço de fase – Cada um tem um padrão de sono diferente. A médica do Hospital Federal da Lagoa lembra que há casos de alterações no sono que estão relacionados com o relógio biológico, fazendo com que a pessoa atrase ou adiante o horário de início de sono. Na chamada síndrome do atraso de fase de sono, por exemplo, a pessoa não consegue dormir cedo. Mas, devido aos compromissos do dia seguinte, é obrigada a levantar. Resultado: a quantidade de horas de sono acaba sendo insuficiente.
“As pessoas que dormem mais tarde, acordariam mais tarde, se pudessem. É o relógio biológico delas. Elas precisam ser muito disciplinadas porque têm que se ajustar e acordar mais cedo. Para quem possui esse distúrbio, o ideal seria trabalhar no turno noturno. Se isto não for possível, uma dica é praticar exercícios físicos logo pela manhã, para estimular o organismo”, orienta Luciane.
No avanço de fase, por sua vez, a pessoa tem sono mais cedo, logo no final da tarde ou começo da noite, e desperta naturalmente muito cedo. Como no atraso de fase, não há alteração na qualidade nem na quantidade de sono, somente é necessária uma adequação dos horários. “Essas pessoas não vão muito ao consultório procurar ajuda profissional porque o avanço de fase não atrapalha no trabalho. Somente em ocasiões sociais, como não conseguir ir a um evento, mas a maioria não percebe que isto é uma síndrome”, conta a otorrinolaringologista.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Aproximadamente 50% das ligações recebidas pelo SAMU são trote


Já imaginou se 50% das ligações que você recebesse fossem trote? Não, né?! Mas é isso que acontece com a Central 192 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), de acordo com dados levantados pelo Ministério da Saúde.

Cada vez que uma equipe do SAMU é mobilizada para atender uma chamada falsa, além de atrapalhar o atendimento de alguém que realmente precisa, são gastos tempo e dinheiro sem necessidade. O número de telefone, 192, é para atender a situações de emergência, pessoas que realmente estejam precisando de atendimento imediato.
O coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso, ressalta que a brincadeira pode causar sério danos a um amigo, um colega de escola ou até mesmo algum membro da família. “Então, na hora que o telefone do saúde fica preocupado com estou ocupando o 192 do SAMU com uma brincadeira, com uma mentira, um trote, eu estou correndo risco de fazer alguém que esteja com um problema grave possa até evoluir para um agravo maior ou até o óbito”, alerta Tarso.
O Ministério da Saúde alerta ainda que, para combater os trotes ao SAMU 192, é necessário educar a população sobre o serviço. Por isso, o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso, destaca a importância do trabalho educativo realizado com as crianças. “Nos lugares aonde o núcleo de educação permanente do SAMU fez um trabalho com as crianças, que tem vários nomes pelo Brasil, o Samuzinho, o Samuca, etc. A hora que a criança entendeu e viu como esse serviço funciona os trotes caíram em mais de 50 e 60 por cento daquele numero anterior” destaca o coordenador.
Fica o alerta: trote atrapalha e é crime, de acordo com o Art. 266 do Código Penal, com pena de detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Como utilizar o Samu 192 – Veja algumas orientações às pessoas que acionam o serviço em casos de emergência:
  • Manter-se próximo à vítima;
  • Tentar manter a calma;
  • Informar ao telefonista o endereço, ponto de referência, nome e idade do paciente;
  • Descrever com clareza o que aconteceu, o que o paciente está sentindo e responder às perguntas do médico;
  • Seguir as orientações passadas pelo médico.
Fonte: Blog da Saúde, com informações da Web Rádio Saúde