segunda-feira, 11 de março de 2013

Preventivo pode identificar HPV e evitar câncer de colo de útero


O papiloma vírus humano (HPV) não é apenas um vírus e sim uma família com cerca de 200 tipos. Classificados por ‘alto’ ou ‘baixo’ risco de câncer, a maioria é sexualmente transmissível e pode provocar lesões na pele ou mucosa. Os de alto risco, geralmente, estão relacionados a tumores malignos e são eles que causam 90% dos cânceres de colo de útero. Alguns estudos indicam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas, no mundo, serão infectadas por um ou mais tipos de HPV, em algum momento da vida.
A transmissão do papiloma acontece por meio do contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos em relações sexuais, podendo causar ferimentos na vagina, colo do útero, pênis e ânus. O uso da camisinha é a maneira mais eficaz para reduzir a possibilidade de contágio. Por isso, a utilização do preservativo é recomendada em qualquer tipo de relação, mesmo naquela entre casais estáveis.
A maioria das infecções do HPV é combatida espontaneamente pelo sistema imunológico. Mas nem sempre os anticorpos são capazes de eliminar o vírus. As infecções mais comuns são as verrugas, popularmente conhecidas como “crista de galo” e são tratadas com cauterização. Entretanto, são as infecções que não apresentam sintomas que podem progredir e gerar o câncer do colo do útero.
Diagnóstico – o HPV pode ser diagnosticado por meio de exames ginecológicos. As lesões precursoras do câncer podem ser identificadas através do exame preventivo chamado Papanicolau e o diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais como o teste de captura híbrida e o exame de sangue PCR. Ambos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, em todos os estados do país.
A coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher do MS, Esther Vilela, garante que medidas estão sendo tomadas para que o diagnóstico seja ainda mais preciso. “O Ministério da Saúde está investindo no controle de qualidade dos laboratórios que realizam os exames de prevenção, pois a qualidade do resultado deles interfere diretamente no laudo. E se esse resultado for positivo para HPV, nós temos uma lesão precursora e temos que tratá-la antes de virar um câncer”, diz Esther.
A doença matou mais de cinco mil mulheres em 2011. A coordenadora explica porque esse número ainda é alto: “As mulheres não precisam morrer de câncer de colo de útero. Nós temos que romper a barreira do preconceito por falta de acesso a informação e ao exame de prevenção. Se as mulheres que tem de 25 a 64 anos fizerem anualmente o exame ginecológico, preventivo, podemos tratar dos casos no inicio e esses números de óbitos vão reduzir”.
Tratamento – Diversos tipos de tratamento são oferecidos pelo SUS, inclusive o tratamento com laser e o procedimento cirúrgico. Entretanto, é o médico que recomenda a conduta mais adequada, após a avaliação de cada caso.
Transmissão do homem para a mulher – O fato de o homem ter tido relação sexual com uma mulher infectada pelo HPV não significa que ele transmitirá a infecção. Entretanto, é recomendado que os homens procurem um urologista para realizar a peniscopia ou o teste de biológico que detecta a presença do DNA do HPV.
Mulheres grávidas – A grávida tem o sistema de defesa mais baixo e pode ser mais receptível a desenvolver o vírus. Mas a ocorrência de HPV durante a gravidez não implica, obrigatoriamente, na má formação do feto e não impede o parto normal ou a cesariana.
Fonte:  Blog da Saúde

sexta-feira, 8 de março de 2013

Câncer: Autoexame de mama pode salvar vidas



Foto: Klaus Tiedge / Corbis
“Eu mesma descobri o meu câncer. Estava tomando banho e ao apalpar o meu seio senti uma coisa estranha que parecia um grãozinho de feijão. Fui à mastologista e ela pediu uma mamografia que acusou o câncer. Quando ela disse que era maligno o chão abriu pra mim. Fiquei muito nervosa, chorei muito, mas com o tempo isso foi passando e aceitei que para eu viver teria que tirar o seio”, conta Diomar da Silva, 65 anos, moradora do Rio de Janeiro.
Assim como aconteceu com Diomar, a maioria dos tumores na mama é detectado pela mulher através do autoexame. Conhecer o que é normal em suas mamas e ficar atenta a eventuais alterações é primordial para evitar um caso grave de câncer. Nesta quinta-feira (7), durante o Encontro com Blogueiras sobre Saúde da Mulher, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou que em 2011 a doença matou mais de 13 mil mulheres no Brasil. O câncer de mama é causado pela multiplicação anormal das células da mama que formam um tumor maligno, mas se for descoberta no início tem cura.
O primeiro sinal do câncer costuma ser a presença de um caroço acompanhado ou não de dor. Existem outros sintomas que também devem ser observados como a deformidade ou o aumento do seio, vermelhidão, retração da pele, edema e a presença de líquido nos mamilos. Também podem aparecer pequenos caroços na região, embaixo dos braços e nas axilas. Entretanto, nem sempre essas alterações são sinais de câncer de mama. Para não ficar na dúvida a mulher que identificar algum desses casos deve procurar auxílio médico.
Toda mulher deve cuidar da saúde, mas para o controle do câncer de mama as mulheres com 40 anos ou mais devem procurar o posto de saúde, anualmente, para ter suas mamas examinadas por um profissional. Entre 50 e 69 anos, a mulher também deve fazer uma mamografia a cada dois anos, pois o risco de câncer de mama aumenta com a idade.
Em 2004, Diomar confirmou a doença após uma biopsia realizada no Instituto Nacional do Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde. Um mês antes de descobrir o caroço, durante o banho, ela fez uma mamografia que não identificou nenhum tumor. A radiografia das mamas é realizada por um equipamento chamado mamógrafo e feita através de uma compressão das mamas para visualizar pequenas alterações, o que permite descobrir o câncer em fase inicial.
Ciente da importância do resultado gerado pelo mamógrafo, o Ministério da Saúde está com foco na qualidade desses aparelhos, explica a coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher do MS, Esther Vilela: “O laudo e a qualidade da mamografia interferem muito no diagnóstico certeiro de um câncer de mama. Por isso, o Ministério da Saúde realizou uma força tarefa para rastrear todos os mamógrafos e fazer uma revisão da situação de todos os aparelhos de mamografia do Brasil, para saber onde eles estão e como eles estão”.
Além da mamografia, o Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece o rastreamento precoce do câncer de mama através de exames periódicos feito por profissionais em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais. “Toda mulher deve procurar o posto de saúde para fazer o preventivo e seguir as orientações feitas pela equipe. Além do autoexame que a mulher deve realizar mensalmente em casa, quando ela vai ao ginecologista ou a um clínico ela tem que pedir para ele examinar a sua mama, porque o exame feito por um profissional tem uma especificidade diferente. O importante é fazer a prevenção”, explica Esther Vilela.
“Se não fosse o autoexame eu não iria descobrir cedo o que eu tinha e talvez hoje eu não estivesse mais aqui. Mas já se passaram quase nove anos e eu estou muito bem. Até pensei em reconstruir a mama, mas como tenho dificuldade de cicatrização, optei por usar a prótese externa que eu uso dentro do sutiã e ninguém percebe. Só se eu contar para as pessoas que elas vão saber”, comemora a corajosa Diomar. Próteses de seios, internas e externas, também são ofertadas pelo Sistema Único de Saúde.
Tratamento – O tumor de Diomar tinha 13 mm e o médico julgou necessária a retirada da mama. A cirurgia foi realizada no mesmo ano em que ela descobriu a doença. Ela não precisou de tratamento com quimioterapia e radioterapia, mas durante cinco anos tomou medicamentos diariamente. As formas de tratamento variam conforme o tipo e o tamanho do câncer. A quimioterapia é a forma de tratar a doença com medicamentos que matam as células malignas; a radioterapia mata essas células através de radiação; a hormonoterapia é a medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos; e a cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou a mastectomia que é a retirada completa da mama. O SUS oferece todos os tratamentos.
Genética – A mulher com mãe, irmã ou filha que teve câncer de mama antes dos 50 anos, ou câncer de ovário, deve, a partir dos 35 anos, realizar o exame clínico das mamas e a mamografia uma vez por ano. Uma parte delas tem herança genética e devem avaliar seu risco de desenvolver a doença.
Outras maneiras de prevenção – Não abusar de bebidas alcoólicas, não fumar, alimentar-se bem e praticar atividade que movimente seu corpo podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer. A amamentação e o controle do peso corporal também. Se a mulher for se submeter à reposição hormonal é importante que converse com o seu médico antes.






Fonte:  Blog da Saúde

Dia Internacional da Mulher


Mulheres, personalidades honradíssimas
Temos nós, orgulho em tê-las.
Mãe, amada, irmã... amiguíssimas
Impossível não percebê-las.
Desde as meigas, às extremistas,
Não há quem possa vencê-las.

Como mãe, semeia esperança
Como irmã, espalha fervor
Se esposa, há perseverança
Se sofrida, nos causa dor
Se trabalhadora, emite confiança,
Mas em tudo, cultiva amor.

Mulher, símbolo da vida,
Imagem da perfeição.
Tantas vezes abatida
Por causa da traição
De alguém que, "enlouquecida"
Entregou seu coração.

Com palavras vim demonstrar,
Da humanidade a gratidão,
Tu mereces compartilhar
De toda realização,
Pois está sempre a participar
Do que enaltece uma nação.
Independente do nome
Que você recebeu,
É a maior demonstração
De beleza, garra, amor.... fé.
Por tudo isso você conquistou
O Dia Internacional da Mulher.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Café da Manhã com a Primeira Dama Raquel Dauttmam

Iniciando as comemorações do dia internacional da mulher, recebemos na Secretaria Municipal de Saúde, Secretária de Assuntos Especiais Senhora Raquel Dauttmam, que falou da importância do atendimento de qualidade aos munícipes.



Médica do Rio relata impressões de unidade de saúde que trabalhará pelo Provab


Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) foi criado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de estimular a atuação de profissional na Atenção Básica em periferias de grandes cidades, municípios do interior ou em áreas mais remotas, promovendo a formação do médico para a real necessidade da população brasileira. Além disso, o Provab favorece a universalização do acesso ao SUS através da sua principal porta de entrada, as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Tem gente curiosa para participar dessa edição do Provab 2013. Um exemplo disso é a médica Thais Nogueira, que escolheu o programa no intuito de incrementar o conhecimento em atenção básica e alcançar os 10% de bonificação na prova de residência.
“Meu nome é Thaís Aguiar Nogueira, sou médica formada há um ano e escolhi o programa do Provab pela oportunidade de incrementar o conhecimento na Atenção Básica, receber uma bolsa boa e ao mesmo tempo ser gratificada no final de um ano com a pontuação para a residência, já que eu escolhi uma residência que é muito concorrida e bem difícil de passar. Então o Provab vai me ajudar daqui a um ano, quando eu prestar a prova.
Eu visitei o posto que eu vou trabalhar, eu gostei bastante. É um posto bem simples, perto da maioria das clínicas da família – que são novas e bem estruturadas – mas é um posto bem organizado, que atende a comunidade e que fica em Campo Grande (RJ). Lá tem médico todos os dias. Tem ginecologista, pediatra, dermatologista, então eu sei que lá eu não vou estar sozinha. Tem sempre um médico para me dar uma ajuda, tirar uma dúvida, e também para incrementar meu conhecimento.”, conta a médica.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Fiocruz analisa Planos Estaduais de Saúde e apoia gestão estratégica do SUS

A equipe da Fiocruz que desenvolve as atividades previstas no acordo de cooperação firmado com os conselhos nacionais de secretários estaduais e municipais de Saúde (Conass e Conasems), que visa formar uma rede de apoio estratégico à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e criar um modelo de acompanhamento do sistema, esteve reunida para apresentar e avaliar os resultados dos primeiros dois anos de trabalho (2010 a 2012), de um total de quatro. A equipe reuniu-se com representantes do Conass, do Conasems e do BNDES, para prestar contas, apresentar os resultados e planejar as atividades de 2013.
 O vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Fernandes (ao fundo) debate a cooperação 
O vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Fernandes (ao fundo) debate a cooperação 

 
Neste primeiro biênio de cooperação, a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz organizou um programa exploratório com o objetivo de examinar as tendências setoriais e extra-setoriais que direcionam as atuais políticas de saúde e de sistematizar informações que subsidiem a identificação de prioridades para a sua atuação na formação de uma rede de apoio à gestão estratégica do SUS, baseada em mecanismos verticais e horizontais de cooperação técnica. De acordo com o vice-presidente Valcler Rangel, a cooperação permitirá somar a competência da Fundação no campo da ciência e tecnologia, ensino e pesquisa e desenvolvimento em saúde com os esforços das instâncias de gestores do SUS, representados pelo Conass e Conasems, numa lógica de cooperação sistêmica. “Algumas unidades da Fiocruz têm muita história de cooperação em cursos e pesquisas que se relacionam aos interesses dos conselhos e das secretarias de Saúde municipais e estaduais. Ações desse tipo não são novidade, mas sim o seu desenvolvimento de maneira sistêmica, arquitetada com as direções dessas instituições”, esclareceu.
 
O assessor da VPAAPS Joyker Peçanha Gomes esclareceu que a cooperação busca firmar parcerias locais com secretarias de estados e de municípios por meio dos Cosems (Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde), contando com o apoio da Fiocruz nos territórios onde é referência e também em outras localidades, uma vez que a Fundação é nacional. Um exemplo, segundo Peçanha, é o Acordo de Cooperação Rede de Apoio à Gestão Estratégica do SUS no Amazonas, pelo qual a Fiocruz contribui nas discussões sobre questões pontuais de planejamento, como o alinhamento do plano estadual aos planos municipais, e na formação de quadros técnicos do SUS na região, entre outros aspectos. Outro exemplo é a parceria entre a unidade mineira da Fiocruz – o Centro de Pesquisa René Rachou – com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, com a finalidade de induzir projetos que fortaleçam o SUS local. Para Rangel, há uma necessidade premente de se discutir a gestão da saúde com uma lógica regional, considerando que o país tem seis biomas e grandes diferenças econômicas, enquanto o SUS está na contramão dessa abordagem.
 
Foram apresentados os estudos realizados por diferentes membros da equipe sobre a situação do planejamento, do financiamento e do gasto em saúde nos estados, divididos por regiões (Sul e Sudeste; Nordeste; e Norte e Centro-Oeste). Também foi apresentada uma ferramenta online de gestão da informação que deverá servir como um banco de práticas, reunindo dados sobre iniciativas desenvolvidas pela Fiocruz e outros órgãos e entidades em todo país e promovendo a divulgação e a troca de experiências, visto que a falta de dados organizados e a dificuldade de acesso àqueles existentes são entraves aos avanços na gestão da saúde.
 
“Tivemos dificuldade de encontrar os próprios Planos Estaduais de Saúde - ninguém tinha isso centralizado, lido e discutido. Nós fizemos isso. Agora há um bom ‘caldo’ de cultura para avançarmos bastante nessa discussão com a Comissão Tripartite e o Conselho Nacional de Saúde. Também apresentamos os resultados desses dois últimos anos de trabalho no Congresso da Abrasco”, contou Rangel. Ele elogiou a competência da equipe liderada pela pesquisadora Patricia Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) nesse esforço. Rangel acrescentou que o próprio modelo de financiamento do SUS está em discussão, assim como o modo que o sistema de saúde está tratando práticas em nível local – daí a importância da criação de um banco de dados que subsidie a rede nacional de cooperação na troca de experiências no campo da saúde e ambiente, atenção e promoção da saúde.
 
Segundo Patricia Ribeiro, foi muito difícil localizar o conjunto dos planos estaduais, mas agora só falta o do estado de Tocantins, estando os planos dos dois últimos estados recebidos da região nordeste em análise. Este subprojeto visa conhecer o que os estados falam de si mesmos através da análise dos seus planos estaduais em várias dimensões. Para ela, os estados precisam se atualizar sobre o que acontece neles hoje. “A ótica que existe é a do Governo Federal. Nosso objetivo é questionar os consensos e explorar as contradições, para trazer reflexões, com olhar crítico sobre as ações setoriais”, explicou. “Realidades específicas são identificáveis pelo instrumento. Acreditávamos que o financiamento federal induzia a gestão local e estaria reproduzindo o modelo nacional, mas há particularidades que mostram que os estados têm influência também”, observou.
 
De acordo com Patricia, os planos foram analisados por categorias (organização do plano, critérios de regionalização, recorte regional e prioridades); situações (demográfica, sócio-econômica, epidemiológica, assistencial, gerencial e financeira); e estratégias (ambiente, assistência, gestão, profissionais de saúde e extra-setorias). A pesquisadora Virginia Almeida dedicou-se ao estudo dos planos dos estados das regiões Sul e Sudeste; Adriana Botelho concentrou-se na região Nordeste; e Paulo Henrique Barbosa Andrade, nas regiões Norte e Centro-Oeste.
 
Presente à reunião na Fiocruz, a pesquisadora Joyce Schramm, que desenvolve estudos de carga de doença na Ensp, disse que dados epidemiológicos, como casos de infartos que levam a óbito, cesarianas mal procedidas, amputações devido à diabetes e incidência de doenças mentais, podem contribuir muito com a gestão do SUS. Em resposta, Valcler Rangel destacou a necessidade de haver um diálogo mais incisivo desta área com a gestão, com o objetivo de se produzir um discurso mais crítico e cético sobre o sistema. “A área de saúde é a mais mal avaliada do governo pela opinião pública. E essa avaliação ruim tem crescido. Podemos criar notas críticas, ocupando essa lacuna entre epidemiologia e gestão”, disse.
 
Outro subprojeto, desenvolvido por Sergio Francisco Piola, promoveu a análise dos gastos em saúde nos estados, com a participação das três esferas e o mapeamento dos repasses por blocos de investimento. Um terceiro subprojeto destina-se ao acompanhamento e à análise da Comissão Tripartite, ouvindo usuários potenciais do futuro sistema online que concentrará as informações, para que seja planejado de acordo com as suas necessidades e expectativas. Um quarto é o desenvolvimento de um banco, apresentado por Alice Branco, para o registro, armazenamento, pesquisa e divulgação de práticas e soluções no âmbito da cooperação, que já tem plataforma pronta, com a alimentação de iniciativas implementadas nos territórios. E, por fim, a cooperação também disporá de uma plataforma para a gestão do conhecimento gerado em suas atividades, desenvolvida por Marcos Pinto, com interlocução ampliada – objetivo do quinto subprojeto da Fiocruz na cooperação.


Fonte: Fiocruz

terça-feira, 5 de março de 2013

Provab qualifica a formação de médicos e atendimento


Valorizar o trabalho de profissionais de saúde e beneficiar áreas de vulnerabilidade social com serviço de saúde qualificado. Sob esses dois pilares, o Programa Valorização da Atenção Básica (Provab) chega a sua segunda edição com a adesão de médicos para atuarem nas equipes da Saúde da Família em grandes áreas populacionais com necessidade de profissionais de saúde, municípios do interior e regiões carentes.
Criado em setembro de 2011 pela Secretaria de Gestão de Trabalho e Educação do Ministério da Saúde (SGTES/MS) o Provab estimula a formação de profissionais de saúde recém-formados, sem vínculos com Unidades de Saúde Básica (UBS) através de incentivos educacionais e financeiros, com benefícios para a população, levando-os a atuarem durante 12 meses na Atenção Básica.
“O principal objetivo do programa é complementar a formação médica com experiência supervisionada por instituições de ensino na atenção básica em áreas vulneráveis e que essa complementação seja valorizada pelo médico na hora de prestar uma prova para sua especialização”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os profissionais vão receber uma bolsa na modalidade trabalhador-estudante no valor de R$ 8 mil mensais, que será paga integralmente pelo Ministério da Saúde. Para disso, deverão cursar uma pós-graduação em Saúde da Família, com 32 horas de atividades práticas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mais 8 horas de aulas semipresenciais ministradas pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UnA-SUS), rede de instituições de ensino superior que promove qualificação à distância.
Os profissionais de saúde inscritos no Provab vão atender regiões com perfis prioritários, onde a comunidade possui difícil acesso aos cuidados básicos de saúde, como periferias de grandes cidades, municípios populosos com carência de profissionais, de pobreza intermediária a elevada, populações rurais, quilombolas, ribeirinhas, indígenas ou em assentamentos rurais. “Esse é o maior programa de interiorização de médicos que o país já teve. Nenhum programa anterior atraiu tantos médicos para atuarem em regiões remotas e periferias. E a expectativa nesse segundo ano é ampliar essa adesão através dos aprimoramentos”, afirma o ministro Padilha
Benefícios profissionais – Além da bolsa no valor de R$ 8 mil isenta de descontos no Imposto de Renda e do curso de pós-graduação, pelo mérito de seu trabalho, o médico do Provab recebe uma pontuação extra de 10% em provas de ingresso aos programas de residência, através de avaliações trimestrais realizadas por supervisores vinculados a instituições de ensino superior, de gestores dos municípios e uma autoavaliação.
Para melhorar na sua formação e atendimento, o médico do Provab terá acesso a ferramentas de orientação. Uma delas é o Telessaúde Brasil Redes, programa do Ministério da Saúde que promove a orientação dos profissionais da Atenção Básica por meio de teleconsultorias com núcleos especializados localizados em instituições formadoras e órgãos de gestão.
O profissional também terá acesso ao Portal Saúde Baseada em Evidências, plataforma que disponibiliza gratuitamente um banco de dados com documentos científicos, publicações revisadas, ferramentas que auxiliam na tomada de decisão de diagnóstico, tratamento e gestão, como calculadoras médicas e de análise estatística.
Fonte: Fabiana Conte/ Comunicação Interna do Ministério da Saúde