quinta-feira, 7 de março de 2013
Café da Manhã com a Primeira Dama Raquel Dauttmam
Iniciando as comemorações do dia internacional da mulher, recebemos na Secretaria Municipal de Saúde, Secretária de Assuntos Especiais Senhora Raquel Dauttmam, que falou da importância do atendimento de qualidade aos munícipes.
Médica do Rio relata impressões de unidade de saúde que trabalhará pelo Provab
O Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) foi criado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de estimular a atuação de profissional na Atenção Básica em periferias de grandes cidades, municípios do interior ou em áreas mais remotas, promovendo a formação do médico para a real necessidade da população brasileira. Além disso, o Provab favorece a universalização do acesso ao SUS através da sua principal porta de entrada, as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Tem gente curiosa para participar dessa edição do Provab 2013. Um exemplo disso é a médica Thais Nogueira, que escolheu o programa no intuito de incrementar o conhecimento em atenção básica e alcançar os 10% de bonificação na prova de residência.
“Meu nome é Thaís Aguiar Nogueira, sou médica formada há um ano e escolhi o programa do Provab pela oportunidade de incrementar o conhecimento na Atenção Básica, receber uma bolsa boa e ao mesmo tempo ser gratificada no final de um ano com a pontuação para a residência, já que eu escolhi uma residência que é muito concorrida e bem difícil de passar. Então o Provab vai me ajudar daqui a um ano, quando eu prestar a prova.
Eu visitei o posto que eu vou trabalhar, eu gostei bastante. É um posto bem simples, perto da maioria das clínicas da família – que são novas e bem estruturadas – mas é um posto bem organizado, que atende a comunidade e que fica em Campo Grande (RJ). Lá tem médico todos os dias. Tem ginecologista, pediatra, dermatologista, então eu sei que lá eu não vou estar sozinha. Tem sempre um médico para me dar uma ajuda, tirar uma dúvida, e também para incrementar meu conhecimento.”, conta a médica.
Fonte: Blog da Saúde
quarta-feira, 6 de março de 2013
Fiocruz analisa Planos Estaduais de Saúde e apoia gestão estratégica do SUS
A equipe da Fiocruz que desenvolve as atividades previstas no acordo de cooperação firmado com os conselhos nacionais de secretários estaduais e municipais de Saúde (Conass e Conasems), que visa formar uma rede de apoio estratégico à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e criar um modelo de acompanhamento do sistema, esteve reunida para apresentar e avaliar os resultados dos primeiros dois anos de trabalho (2010 a 2012), de um total de quatro. A equipe reuniu-se com representantes do Conass, do Conasems e do BNDES, para prestar contas, apresentar os resultados e planejar as atividades de 2013.
Neste primeiro biênio de cooperação, a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz organizou um programa exploratório com o objetivo de examinar as tendências setoriais e extra-setoriais que direcionam as atuais políticas de saúde e de sistematizar informações que subsidiem a identificação de prioridades para a sua atuação na formação de uma rede de apoio à gestão estratégica do SUS, baseada em mecanismos verticais e horizontais de cooperação técnica. De acordo com o vice-presidente Valcler Rangel, a cooperação permitirá somar a competência da Fundação no campo da ciência e tecnologia, ensino e pesquisa e desenvolvimento em saúde com os esforços das instâncias de gestores do SUS, representados pelo Conass e Conasems, numa lógica de cooperação sistêmica. “Algumas unidades da Fiocruz têm muita história de cooperação em cursos e pesquisas que se relacionam aos interesses dos conselhos e das secretarias de Saúde municipais e estaduais. Ações desse tipo não são novidade, mas sim o seu desenvolvimento de maneira sistêmica, arquitetada com as direções dessas instituições”, esclareceu.
O assessor da VPAAPS Joyker Peçanha Gomes esclareceu que a cooperação busca firmar parcerias locais com secretarias de estados e de municípios por meio dos Cosems (Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde), contando com o apoio da Fiocruz nos territórios onde é referência e também em outras localidades, uma vez que a Fundação é nacional. Um exemplo, segundo Peçanha, é o Acordo de Cooperação Rede de Apoio à Gestão Estratégica do SUS no Amazonas, pelo qual a Fiocruz contribui nas discussões sobre questões pontuais de planejamento, como o alinhamento do plano estadual aos planos municipais, e na formação de quadros técnicos do SUS na região, entre outros aspectos. Outro exemplo é a parceria entre a unidade mineira da Fiocruz – o Centro de Pesquisa René Rachou – com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, com a finalidade de induzir projetos que fortaleçam o SUS local. Para Rangel, há uma necessidade premente de se discutir a gestão da saúde com uma lógica regional, considerando que o país tem seis biomas e grandes diferenças econômicas, enquanto o SUS está na contramão dessa abordagem.
Foram apresentados os estudos realizados por diferentes membros da equipe sobre a situação do planejamento, do financiamento e do gasto em saúde nos estados, divididos por regiões (Sul e Sudeste; Nordeste; e Norte e Centro-Oeste). Também foi apresentada uma ferramenta online de gestão da informação que deverá servir como um banco de práticas, reunindo dados sobre iniciativas desenvolvidas pela Fiocruz e outros órgãos e entidades em todo país e promovendo a divulgação e a troca de experiências, visto que a falta de dados organizados e a dificuldade de acesso àqueles existentes são entraves aos avanços na gestão da saúde.
“Tivemos dificuldade de encontrar os próprios Planos Estaduais de Saúde - ninguém tinha isso centralizado, lido e discutido. Nós fizemos isso. Agora há um bom ‘caldo’ de cultura para avançarmos bastante nessa discussão com a Comissão Tripartite e o Conselho Nacional de Saúde. Também apresentamos os resultados desses dois últimos anos de trabalho no Congresso da Abrasco”, contou Rangel. Ele elogiou a competência da equipe liderada pela pesquisadora Patricia Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) nesse esforço. Rangel acrescentou que o próprio modelo de financiamento do SUS está em discussão, assim como o modo que o sistema de saúde está tratando práticas em nível local – daí a importância da criação de um banco de dados que subsidie a rede nacional de cooperação na troca de experiências no campo da saúde e ambiente, atenção e promoção da saúde.
Segundo Patricia Ribeiro, foi muito difícil localizar o conjunto dos planos estaduais, mas agora só falta o do estado de Tocantins, estando os planos dos dois últimos estados recebidos da região nordeste em análise. Este subprojeto visa conhecer o que os estados falam de si mesmos através da análise dos seus planos estaduais em várias dimensões. Para ela, os estados precisam se atualizar sobre o que acontece neles hoje. “A ótica que existe é a do Governo Federal. Nosso objetivo é questionar os consensos e explorar as contradições, para trazer reflexões, com olhar crítico sobre as ações setoriais”, explicou. “Realidades específicas são identificáveis pelo instrumento. Acreditávamos que o financiamento federal induzia a gestão local e estaria reproduzindo o modelo nacional, mas há particularidades que mostram que os estados têm influência também”, observou.
De acordo com Patricia, os planos foram analisados por categorias (organização do plano, critérios de regionalização, recorte regional e prioridades); situações (demográfica, sócio-econômica, epidemiológica, assistencial, gerencial e financeira); e estratégias (ambiente, assistência, gestão, profissionais de saúde e extra-setorias). A pesquisadora Virginia Almeida dedicou-se ao estudo dos planos dos estados das regiões Sul e Sudeste; Adriana Botelho concentrou-se na região Nordeste; e Paulo Henrique Barbosa Andrade, nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Presente à reunião na Fiocruz, a pesquisadora Joyce Schramm, que desenvolve estudos de carga de doença na Ensp, disse que dados epidemiológicos, como casos de infartos que levam a óbito, cesarianas mal procedidas, amputações devido à diabetes e incidência de doenças mentais, podem contribuir muito com a gestão do SUS. Em resposta, Valcler Rangel destacou a necessidade de haver um diálogo mais incisivo desta área com a gestão, com o objetivo de se produzir um discurso mais crítico e cético sobre o sistema. “A área de saúde é a mais mal avaliada do governo pela opinião pública. E essa avaliação ruim tem crescido. Podemos criar notas críticas, ocupando essa lacuna entre epidemiologia e gestão”, disse.
Outro subprojeto, desenvolvido por Sergio Francisco Piola, promoveu a análise dos gastos em saúde nos estados, com a participação das três esferas e o mapeamento dos repasses por blocos de investimento. Um terceiro subprojeto destina-se ao acompanhamento e à análise da Comissão Tripartite, ouvindo usuários potenciais do futuro sistema online que concentrará as informações, para que seja planejado de acordo com as suas necessidades e expectativas. Um quarto é o desenvolvimento de um banco, apresentado por Alice Branco, para o registro, armazenamento, pesquisa e divulgação de práticas e soluções no âmbito da cooperação, que já tem plataforma pronta, com a alimentação de iniciativas implementadas nos territórios. E, por fim, a cooperação também disporá de uma plataforma para a gestão do conhecimento gerado em suas atividades, desenvolvida por Marcos Pinto, com interlocução ampliada – objetivo do quinto subprojeto da Fiocruz na cooperação.
Fonte: Fiocruz
| O vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Fernandes (ao fundo) debate a cooperação |
Neste primeiro biênio de cooperação, a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz organizou um programa exploratório com o objetivo de examinar as tendências setoriais e extra-setoriais que direcionam as atuais políticas de saúde e de sistematizar informações que subsidiem a identificação de prioridades para a sua atuação na formação de uma rede de apoio à gestão estratégica do SUS, baseada em mecanismos verticais e horizontais de cooperação técnica. De acordo com o vice-presidente Valcler Rangel, a cooperação permitirá somar a competência da Fundação no campo da ciência e tecnologia, ensino e pesquisa e desenvolvimento em saúde com os esforços das instâncias de gestores do SUS, representados pelo Conass e Conasems, numa lógica de cooperação sistêmica. “Algumas unidades da Fiocruz têm muita história de cooperação em cursos e pesquisas que se relacionam aos interesses dos conselhos e das secretarias de Saúde municipais e estaduais. Ações desse tipo não são novidade, mas sim o seu desenvolvimento de maneira sistêmica, arquitetada com as direções dessas instituições”, esclareceu.
O assessor da VPAAPS Joyker Peçanha Gomes esclareceu que a cooperação busca firmar parcerias locais com secretarias de estados e de municípios por meio dos Cosems (Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde), contando com o apoio da Fiocruz nos territórios onde é referência e também em outras localidades, uma vez que a Fundação é nacional. Um exemplo, segundo Peçanha, é o Acordo de Cooperação Rede de Apoio à Gestão Estratégica do SUS no Amazonas, pelo qual a Fiocruz contribui nas discussões sobre questões pontuais de planejamento, como o alinhamento do plano estadual aos planos municipais, e na formação de quadros técnicos do SUS na região, entre outros aspectos. Outro exemplo é a parceria entre a unidade mineira da Fiocruz – o Centro de Pesquisa René Rachou – com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, com a finalidade de induzir projetos que fortaleçam o SUS local. Para Rangel, há uma necessidade premente de se discutir a gestão da saúde com uma lógica regional, considerando que o país tem seis biomas e grandes diferenças econômicas, enquanto o SUS está na contramão dessa abordagem.
Foram apresentados os estudos realizados por diferentes membros da equipe sobre a situação do planejamento, do financiamento e do gasto em saúde nos estados, divididos por regiões (Sul e Sudeste; Nordeste; e Norte e Centro-Oeste). Também foi apresentada uma ferramenta online de gestão da informação que deverá servir como um banco de práticas, reunindo dados sobre iniciativas desenvolvidas pela Fiocruz e outros órgãos e entidades em todo país e promovendo a divulgação e a troca de experiências, visto que a falta de dados organizados e a dificuldade de acesso àqueles existentes são entraves aos avanços na gestão da saúde.
“Tivemos dificuldade de encontrar os próprios Planos Estaduais de Saúde - ninguém tinha isso centralizado, lido e discutido. Nós fizemos isso. Agora há um bom ‘caldo’ de cultura para avançarmos bastante nessa discussão com a Comissão Tripartite e o Conselho Nacional de Saúde. Também apresentamos os resultados desses dois últimos anos de trabalho no Congresso da Abrasco”, contou Rangel. Ele elogiou a competência da equipe liderada pela pesquisadora Patricia Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) nesse esforço. Rangel acrescentou que o próprio modelo de financiamento do SUS está em discussão, assim como o modo que o sistema de saúde está tratando práticas em nível local – daí a importância da criação de um banco de dados que subsidie a rede nacional de cooperação na troca de experiências no campo da saúde e ambiente, atenção e promoção da saúde.
Segundo Patricia Ribeiro, foi muito difícil localizar o conjunto dos planos estaduais, mas agora só falta o do estado de Tocantins, estando os planos dos dois últimos estados recebidos da região nordeste em análise. Este subprojeto visa conhecer o que os estados falam de si mesmos através da análise dos seus planos estaduais em várias dimensões. Para ela, os estados precisam se atualizar sobre o que acontece neles hoje. “A ótica que existe é a do Governo Federal. Nosso objetivo é questionar os consensos e explorar as contradições, para trazer reflexões, com olhar crítico sobre as ações setoriais”, explicou. “Realidades específicas são identificáveis pelo instrumento. Acreditávamos que o financiamento federal induzia a gestão local e estaria reproduzindo o modelo nacional, mas há particularidades que mostram que os estados têm influência também”, observou.
De acordo com Patricia, os planos foram analisados por categorias (organização do plano, critérios de regionalização, recorte regional e prioridades); situações (demográfica, sócio-econômica, epidemiológica, assistencial, gerencial e financeira); e estratégias (ambiente, assistência, gestão, profissionais de saúde e extra-setorias). A pesquisadora Virginia Almeida dedicou-se ao estudo dos planos dos estados das regiões Sul e Sudeste; Adriana Botelho concentrou-se na região Nordeste; e Paulo Henrique Barbosa Andrade, nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Presente à reunião na Fiocruz, a pesquisadora Joyce Schramm, que desenvolve estudos de carga de doença na Ensp, disse que dados epidemiológicos, como casos de infartos que levam a óbito, cesarianas mal procedidas, amputações devido à diabetes e incidência de doenças mentais, podem contribuir muito com a gestão do SUS. Em resposta, Valcler Rangel destacou a necessidade de haver um diálogo mais incisivo desta área com a gestão, com o objetivo de se produzir um discurso mais crítico e cético sobre o sistema. “A área de saúde é a mais mal avaliada do governo pela opinião pública. E essa avaliação ruim tem crescido. Podemos criar notas críticas, ocupando essa lacuna entre epidemiologia e gestão”, disse.
Outro subprojeto, desenvolvido por Sergio Francisco Piola, promoveu a análise dos gastos em saúde nos estados, com a participação das três esferas e o mapeamento dos repasses por blocos de investimento. Um terceiro subprojeto destina-se ao acompanhamento e à análise da Comissão Tripartite, ouvindo usuários potenciais do futuro sistema online que concentrará as informações, para que seja planejado de acordo com as suas necessidades e expectativas. Um quarto é o desenvolvimento de um banco, apresentado por Alice Branco, para o registro, armazenamento, pesquisa e divulgação de práticas e soluções no âmbito da cooperação, que já tem plataforma pronta, com a alimentação de iniciativas implementadas nos territórios. E, por fim, a cooperação também disporá de uma plataforma para a gestão do conhecimento gerado em suas atividades, desenvolvida por Marcos Pinto, com interlocução ampliada – objetivo do quinto subprojeto da Fiocruz na cooperação.
Fonte: Fiocruz
terça-feira, 5 de março de 2013
Provab qualifica a formação de médicos e atendimento
Valorizar o trabalho de profissionais de saúde e beneficiar áreas de vulnerabilidade social com serviço de saúde qualificado. Sob esses dois pilares, o Programa Valorização da Atenção Básica (Provab) chega a sua segunda edição com a adesão de médicos para atuarem nas equipes da Saúde da Família em grandes áreas populacionais com necessidade de profissionais de saúde, municípios do interior e regiões carentes.
Criado em setembro de 2011 pela Secretaria de Gestão de Trabalho e Educação do Ministério da Saúde (SGTES/MS) o Provab estimula a formação de profissionais de saúde recém-formados, sem vínculos com Unidades de Saúde Básica (UBS) através de incentivos educacionais e financeiros, com benefícios para a população, levando-os a atuarem durante 12 meses na Atenção Básica.
“O principal objetivo do programa é complementar a formação médica com experiência supervisionada por instituições de ensino na atenção básica em áreas vulneráveis e que essa complementação seja valorizada pelo médico na hora de prestar uma prova para sua especialização”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os profissionais vão receber uma bolsa na modalidade trabalhador-estudante no valor de R$ 8 mil mensais, que será paga integralmente pelo Ministério da Saúde. Para disso, deverão cursar uma pós-graduação em Saúde da Família, com 32 horas de atividades práticas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mais 8 horas de aulas semipresenciais ministradas pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UnA-SUS), rede de instituições de ensino superior que promove qualificação à distância.
Os profissionais de saúde inscritos no Provab vão atender regiões com perfis prioritários, onde a comunidade possui difícil acesso aos cuidados básicos de saúde, como periferias de grandes cidades, municípios populosos com carência de profissionais, de pobreza intermediária a elevada, populações rurais, quilombolas, ribeirinhas, indígenas ou em assentamentos rurais. “Esse é o maior programa de interiorização de médicos que o país já teve. Nenhum programa anterior atraiu tantos médicos para atuarem em regiões remotas e periferias. E a expectativa nesse segundo ano é ampliar essa adesão através dos aprimoramentos”, afirma o ministro Padilha
Benefícios profissionais – Além da bolsa no valor de R$ 8 mil isenta de descontos no Imposto de Renda e do curso de pós-graduação, pelo mérito de seu trabalho, o médico do Provab recebe uma pontuação extra de 10% em provas de ingresso aos programas de residência, através de avaliações trimestrais realizadas por supervisores vinculados a instituições de ensino superior, de gestores dos municípios e uma autoavaliação.
Para melhorar na sua formação e atendimento, o médico do Provab terá acesso a ferramentas de orientação. Uma delas é o Telessaúde Brasil Redes, programa do Ministério da Saúde que promove a orientação dos profissionais da Atenção Básica por meio de teleconsultorias com núcleos especializados localizados em instituições formadoras e órgãos de gestão.
O profissional também terá acesso ao Portal Saúde Baseada em Evidências, plataforma que disponibiliza gratuitamente um banco de dados com documentos científicos, publicações revisadas, ferramentas que auxiliam na tomada de decisão de diagnóstico, tratamento e gestão, como calculadoras médicas e de análise estatística.
Fonte: Fabiana Conte/ Comunicação Interna do Ministério da Saúde
segunda-feira, 4 de março de 2013
Evento do acolhimento dos Médicos do PROVAB 2013
Evento do acolhimento dos Médicos
do PROVAB 2013 na UERJ no dia 02.03.2013, com a presença do Ministro da Saúde
Alexandre Padilha, coordenadora da Estratégia de Saúde da Família Juliana Silva
e Médica do programa Drª. Juliana.
Mais Médicos Para Belford Roxo.
Álcool líquido acima de 54° GL não pode ser comercializado
O coordenador de Regulação de Saneantes da Anvisa, Francisco Macilha explica: “O álcool liquido não está proibido. O que está proibido é o álcool líquido em alta graduação, acima de 46%. O álcool 46% na forma líquida é mais diluído e continua sendo permitido. Quanto mais alta a graduação, mais álcool tem e menos água. Acima de 46% só pode ser comercializado em gel. Mas esses valores estão especificados no rótulo dos produtos”.
Em 2002, a Anvisa já havia publicado a RDC 46/02 que proíbe a fabricação, exposição à venda ou entrega ao consumo do álcool etílico de alta graduação. Entretanto, uma entidade representativa do setor obteve uma decisão judicial que permitia aos seus associados continuar comercializando o produto. Por isso, ainda existe álcool líquido de alta graduação circulando no mercado.
Uma decisão judicial do fim de 2012 reconheceu a legalidade da resolução da Anvisa e proibiu que a entidade permanecesse vendendo a solução. A partir de agora, álcool líquido só pode ser comercializado com graduação igual ou inferior a 46,3°INPM (54° GL). Na época, a medida teve como objetivo reduzir o número de acidentes e queimaduras geradas pelo álcool líquido, com alto poder inflamável, além da ingestão acidental. Entre as maiores vítimas deste tipo de acidente estão as crianças que se envolvem em acidentes domésticos.
“Muitas organizações vieram até a Anvisa pedir que fosse feito alguma coisa diante do número elevado de acidentes que envolviam álcool. A Sociedade Brasileira de Queimaduras nos passou números de um estudo onde mostrava que 150 mil pessoas tinham queimaduras provocadas pelo produto líquido, por ano”, comenta. A norma também determina que o produto líquido disponível no mercado tenha uma substância desnaturante, tornando-a intragável para evitar que pessoas o ingiram.
Acidentes – Após a publicação da RDC em 2002, houve uma redução de 60% dos casos de acidentes com álcool, por ano, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Acidente com álcool reduziu de 150 mil para 60 mil e acidente com crianças, envolvendo álcool, reduziu de 45 mil para 18 mil. O coordenador da Regulação de Saneantes acredita que após a saída dos produtos que ainda estavam no mercado haverá uma redução ainda maior dos casos.
“As pessoas sempre têm que ter cuidado ao manusear álcool. Em gel ele também pega fogo, mas para acender uma churrasqueira, por exemplo, ele não espalha tanto quanto o liquido. Geralmente a pessoa joga o álcool da garrafa direto na churrasqueira e com o álcool gel não tem essa possibilidade da chama vir em direção à garrafa, causando um sério acidente. O gel para efeitos de limpeza e desinfecção também é melhor, porque o liquido evapora muito rápido e não dá tempo de matar as bactérias. Ou seja, o álcool concentrado traz mais riscos do que benefícios”, alerta Francisco Macilha.
Exceção – Os produtos comercializados para fins industriais e hospitalares continuam liberados. Também pode ser comercializado para o consumidor final o álcool líquido com teor maior que 54° GL em embalagens de no máximo 50 mililitros.
Fique Ligado – Gay Lussac (GL) é a medida que estabelece o grau alcoolico das substâncias líquidas. Esta informação aparece nas embalagens de álcool, sendo que 54° GL é equivalente a 46,3° INPM, outra medida que também pode ser utilizada nas embalagens.
Fonte: Blog da Saúde
sexta-feira, 1 de março de 2013
Funasa vai apoiar projeto de produção orgânica
Visando novas parcerias a Superintendência Estadual da Funasa no Mato Grosso do Sul (Suest/MS) se reuniu, no dia 21 desse mês, com representantes do Ministério da Agricultura para debater a Educação em Saúde Ambiental e a produção orgânica, fomentando o agronegócio em comunidades do estado com a orientação da Fundação, no que contempla a Educação em Saúde Ambiental.
Participaram do encontro membros do Serviço de Saúde Ambiental (Sesam) da Suest/MS, o presidente da Comissão da Produção Orgânica (CPOrg) em Mato Grosso do Sul, Maurício Pecantet, e seu vice, Augusto Farias, que discutiram maneiras de colocar em prática o desenvolvimento agrícola de pequenas comunidades. A criação de cooperativas entre membros das localidades foi uma das alternativas citadas.
A CPOrg pretende, em conjunto com a Funasa por meio da Suest/MS, desenvolver a produção e expansão de produtos orgânicos. As ações pretendem sensibilizar produtores, consumidores e gestores quanto à produção, consumo, distribuição, comércio e compra de hortaliças, envolvendo no processo órgãos públicos e instituições privadas.
A dinâmica do projeto começará com a Fundação orientando as comunidades com trabalhos de Educação em Saúde Ambiental, que poderão ser desenvolvidos com as verbas destinadas pela Funasa às prefeituras para essa área. E para dar prosseguimento, foi pensado em uma logística de produção sobre a aceitação e como os orgânicos entrariam no mercado.
Propostas para o desenvolvimento do projeto serão apresentadas para as comunidades, e a Fundação solicitará a manifestação dos municípios sobre os anseios que possuem na área. Augusto Farias afirma que “trabalhando com os pequenos a coisa flui, a parceria de projetos e interesses entre Ministério da Agricultura e Funasa une as ações de forma técnica e busca a sustentabilidade através dos orgânicos”.
O chefe do Sesam, Antonio Vilharva, relata que a Funasa cuidaria da parte educativa no projeto, enquanto o Ministério da Agricultura organizaria as questões legais que diz respeito ao produto e a importância dele nesse processo. Ele destaca que foi decidido que o primeiro município convidado a participar, será Jaraguari, por ter uma diversidade em localidades que podem ser trabalhadas (assentamentos, comunidades quilombolas). Além disso, o local já recebeu três trabalhos na área: Análise e diagnóstico na questão dos resíduos sólidos urbanos, audiência pública com o mesmo tema e a 1ª Gincana Comunidade Mais Limpa, a qual foi realizada na comunidade quilombola Furnas do Dionísio.
O superintendente estadual da Suest/MS, Pedro Teruel, observa que a escolha de um município não fecha as portas para os demais, que serão procurados conforme o andamento dos trabalhos. “A Funasa viu nessa ação uma oportunidade de fomentar e estimular o desenvolvimento através de uma produção de qualidade, utilizando a orientação de nossos técnicos em Educação em Saúde Ambiental, o que com certeza levará o projeto a excelentes resultados”, afirma Teruel.
Fonte: Funasa
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