quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Número de mamografias cresce, mas esbarra na renda per capita



O câncer de mama, o segundo mais frequente no mundo, é o de maior incidência entre as mulheres e responde por 22% dos novos casos anuais. Se diagnosticado e tratado a tempo, o prognóstico é relativamente bom. No Dia Nacional da Mamografia (5/2), números do Ministério da Saúde revelam que, no primeiro semestre de 2012, mais de 1 milhão de mulheres entre 50 e 69 anos fizeram o exame por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso representou um aumento de 41% em comparação ao mesmo período de 2010. Apesar dos avanços, pesquisas realizadas na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) apontam a renda familiar per capita e a idade das mulheres como obstáculos para a realização da mamografia.

 Apenas 62% das mulheres cuja renda era de cerca de R$ 100 realizaram o exame. Já entre as mulheres com renda entre R$ 400 e R$ 800, essa proporção foi de 79,5%. Entre aquelas de maior renda, foi de 94%
Apenas 62% das mulheres cuja renda era de cerca de R$ 100 realizaram o exame. Já entre as mulheres com renda entre R$ 400 e R$ 800, essa proporção foi de 79,5%. Entre aquelas de maior renda, foi de 94%

Apesar de não ser possível prevenir o câncer de mama – a adoção de um estilo de vida saudável é a única forma de evitar essa e qualquer doença –, ele pode ser detectado por meio da mamografia. No Brasil, as taxas de mortalidade continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Autora principal do artigoDesigualdade socioeconômica afeta a chance de realizar mamografia no Brasil, a pesquisadora da Ensp Dora Chor afirmou que a renda familiar per capita é um dos importantes indicadores de iniquidade na realização de mamografia. Publicado no site da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, o texto apresenta dados baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008), com a participação de cerca de 11 milhões de mulheres de 40 anos ou mais.
O artigo pretendeu verificar se os indicadores socioeconômicos conseguiriam explicar as diferentes prevalências de mamografia em cada uma das regiões metropolitanas estudadas no país. Os resultados demonstram que, no conjunto das regiões metropolitanas, há nítido gradiente de aumento da prevalência de mamografia, de acordo com o aumento da renda. “Apenas 62% das mulheres cuja renda era de cerca de R$ 100 realizaram o exame. Já entre as mulheres com renda entre R$ 400 e R$ 800, essa proporção foi de 79,5%. Entre aquelas de maior renda, foi de 94%”.
As autoras também indicam que, em todas as regiões metropolitanas estudadas, a relação direta entre renda e prevalência de mamografia se repete. No entanto, quando comparadas, aparecem enormes diferenças. Em São Paulo, por exemplo, 76% e 96% das mulheres na menor e na maior faixa de renda, respectivamente, realizaram o exame. Já em Fortaleza, essa discrepância foi de 39% e 91%, entre mulheres dessas mesmas faixas, respectivamente. Portanto, ter menor renda per capita dificulta muito mais a realização de mamografia em Fortaleza, Belém e Recife do que em São Paulo, Curitiba e Salvador.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é preciso reverter esse quadro. "Queremos chamar a atenção para a profunda desigualdade que ainda existe no acesso da qualidade ao diagnóstico e tratamento de câncer no nosso país. O Ministério da Saúde tem coordenado um conjunto de estratégias, fundamentais à cooperação com as secretarias, para que essas estratégias sejam cada vez mais reforçadas", afirmou o ministro na ocasião do lançamento da pesquisa, em outubro de 2012.
Idosas acreditam que não precisam de mamografia
Desenvolvida pela psicóloga Cristiane Novaes, a tese Acesso aos serviços de saúde por homens e mulheres idosos e fatores associados à utilização da mamografia em Juiz de Fora, defendida no Programa de Saúde Pública e Meio Ambiente da Ensp, entrevistou 4.621 mulheres, com idade entre 60 e 106 anos. Apesar de o município apresentar um quadro com prevalência de 72% de idosas que fazem o exame, quase 30% nunca fizeram mamografia.
“O fato de serem usuárias do serviço público de saúde, baixa escolaridade, baixa renda, não serem casadas, serem mais idosas e uma série de outras coisas levam as mulheres a não fazer os exames. Com relação a esse último aspecto, é justamente acima dos 70 anos que o risco de não fazer o exame é maior, além de ser a idade em que se morre mais. Falamos de um município que possui uma elevada parcela da população envelhecida e tem tradição em campanhas de saúde. Mesmo assim, mais da metade das pessoas que declararam não fazer o exame disseram que não o fazem simplesmente por não acham necessário. A segunda razão mais declarada por elas é que o médico não pediu a realização da mamografia”, esclarece a autora do estudo.

Fonte: Informe Ensp

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Saúde Não Tem Preço beneficia 14 milhões de pessoas no país


O programa Saúde Não Tem Preço, que tornou gratuita a distribuição de 14 medicamentos para diabetes, hipertensão e asma no país, completa hoje dois anos e já beneficiou 14 milhões de pessoas. A gratuidade impulsionou também a retirada de outros itens ofertados com até 90% de desconto pelo Ministério da Saúde no Farmácia Popular – programa pelo qual são oferecidos, ao todo, 113 itens nas farmácias próprias e 25 nas drogarias conveniadas. A média mensal de pessoas atendidas mais que quadruplicou no Farmácia Popular.
Inicialmente, em fevereiro de 2011, o Ministério tornou gratuitos 11 medicamentos para diabetes e hipertensão. Mais recentemente, em junho do ano passado, três medicamentos para asma foram incluídos na gratuidade.
“O programa Farmácia Popular ampliou substancialmente o acesso da população aos medicamentos que tratam as doenças mais prevalentes no Brasil”, ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Com a gratuidade do Saúde Não Tem Preço, popularizamos ainda mais essa estratégia”. Segundo o ministro, um dos principais impactos da medida é a estabilização de internações por diabetes no país.
  • Saiba quantas pessoas o programa Saúde Não Tem Preço beneficiou no seu estado:
Gratuitos – Das 17,5 milhões de pessoas atendidas pelo programa Farmácia Popular em dois anos, 13,6 milhões retiraram medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes pelo Saúde Não Tem Preço. Cresceu 457% o número de diabéticos e hipertensos beneficiados pelo programa nesse período – passou de 853 mil em janeiro de 2011 para 4,7 milhões em janeiro de 2013.
No caso dos medicamentos para asma, 437 mil pessoas foram beneficiadas em oito meses de gratuidade. O número de pessoas atendidas com esses medicamentos cresceu 93%, passando de 48,5 mil em maio de 2012 (mês que antecedeu o do lançamento da gratuidade especificamente para medicamentos de asma) para 93,6 mil em janeiro deste ano.
Farmácia Popular – O total de beneficiados com medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, colesterol, glaucoma, rinite, osteoporose, doença de Parkinson, dislipidemia, anticoncepção e fraldas geriátricas pelo programa Farmácia Popular, que engloba o Saúde Não Tem Preço, cresceu de 1,2 milhão em janeiro de 2011 para 5,5 milhões em janeiro de 2013. A média mensal de beneficiados aumentou mais de quatro vezes de 2010 (ano que antecedeu o lançamento da iniciativa) para 2012, passando de 1 milhão para 4,5 milhões de pessoas. Em 2011, o número já havia chegado a 2,8 milhões.
A gratuidade dos medicamentos também atraiu mais farmácias para participarem do programa Farmácia Popular. O número de farmácias da rede própria e drogarias conveniadas cresceu de 15 mil em janeiro de 2011 para 25,7 mil em janeiro de 2013. Atualmente, o programa está presente em 3.773 municípios brasileiros, dos quais 1.278 são considerados de extrema pobreza. Em 2011, estava presente em 2,5 mil municípios.
“A ação também tem conscientizado as pessoas da importância do acompanhamento médico periódico, uma vez que é obrigatória a apresentação da receita médica para a retirada dos remédios. Além disso, com a economia gerada com a gratuidade dos remédios, é possível as pessoas comprarem produtos de qualidade para ter uma alimentação saudável”, acrescentou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.
Para retirar os medicamentos, basta apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por um por médico que atende em hospitais ou clínicas privados.
Orçamento – Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 2 bilhões no programa Farmácia Popular. Foram R$ 763 milhões em 2011 e R$ 1,3 bilhões em 2012. O orçamento para 2013 é de R$ 1,9 bilhão.
O Farmácia Popular é um complemento ao programa de assistência farmacêutica do Ministério da Saúde, que disponibiliza 810 medicamentos gratuitos aos brasileiros. Com o Farmácia Popular, o governo ampliou os pontos de retirada de medicamentos e o horário de atendimento aos usuários, que agora podem ter acesso a medicamentos em farmácias perto de casa.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Estão abertas as inscrições para voluntários da Força Nacional do SUS


Voluntários da Força Nacional do SUS prestam assistência à vítima de desastre | Foto: Erasmo Salomão – Ascom / MS
“Além da nossa função de atender na área de saúde, que é curar e prevenir doenças, procuramos levar esperança e tentamos mostrar para as pessoas que a vida pode melhorar e ser reconstruída”, afirma Gilvan Barreto, enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), que saiu de Sergipe para ajudar como voluntário no atendimento de desabrigados pelas enchentes no Acre no início de 2012. Gilvan faz parte daForça Nacional do Sistema Único de Saúde (FNSUS) um componente humanitário do Ministério da Saúde que presta assistência rápida e efetiva às populações atingidas por catástrofes, epidemias ou crises assistenciais.
Assim como o enfermeiro, outras nove mil profissionais de saúde se inscreveram em 2012 para ser voluntário da Força Nacional. Devido ao grande número de pessoas que ligaram e passaram e-mails para o Ministério da Saúde querendo participar como voluntário e solicitando um novo cadastro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, autorizou a reabertura das inscrições para a Força Nacional do SUS. As inscrições devem ser feitas até dia 28 de fevereiro. Podem fazer parte da FNSUS voluntários de entidades públicas ou privadas que atuam na área da saúde, sendo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores de veículo, assistentes sociais e psicólogos. “A FNSUS está se fortalecendo a cada momento que um voluntário se inscreve. O valor desse profissional que está conosco, se dedicando, deixando sua família, seu trabalho na cidade onde vivem para passar 10 dias com a Força Nacional do SUS, isso é uma demonstração de amor, de respeito ao ser humano”, diz Conceição Costa, coordenadora Nacional de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde e responsável pela equipe da Força Nacional do SUS que está atuando em Santa Maria (RS).
A Força Nacional atua em todo o território nacional, como aconteceu no recente incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que acarretou na morte de 238 pessoas e deixou mais de 100 feridos. E em território internacional, a exemplo do terremoto que atingiu o Haiti em 2010 quando mais de 100 mil pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas. “Atuamos quando todos os recursos são expirados. Atuamos em apoio aos estados e aos municípios em ações altamente integradas de apoio. Nossos profissionais atuam na assistência às vitimas”, explica a coordenadora.
Os voluntários da Força Nacional do SUS não recebem benefícios financeiros por participarem das ações. Entretanto, os profissionais que trabalham na rede pública de saúde são liberados durante o período necessário e não deixam de receber o salário. Conceição explica que a convocação é feita pela União aos gestores municipais e estaduais. Há um acordo de cooperação técnica para a liberação desses profissionais que ao fim da missão recebem uma declaração de participação na FNSUS. “Não existe um ganho financeiro, mas existe um ganho de amor a causa, um ganho de experiência profissional, de valorização as coisas mínimas da vida. Um ganho que escola nenhuma, universidade nenhuma nunca ensinou. Lições aprendidas a cada momento que você saí para atuar em cada situação de emergência à saúde pública. E o ganho de saber o quanto o SUS tem se fortalecido diante desses profissionais. O SUS não é do ministério, não é do estado, é da população”.
A FNSUS pede para que os profissionais que se cadastraram a primeira vez não se cadastrem novamente. Os voluntários que estão se cadastrando agora estão entrando no banco de dados da Força. A partir de março terá um cadastro único que soma os nove mil que já estão no cadastro com os novos inscritos.
Maria Sheila Almeida dos Santos, também foi convocada pela Força para ajudar os desabrigados das enchentes no Acre. Em um só dia a enfermeira do SAMU chegou a atender 50 crianças. Próximo a uma aldeia indígena, Sheila encontrou uma criança desidratada. “Não tínhamos como removê-la, pois o helicóptero não podia ir até a aldeia à noite. O barco também não, porque a travessia noturna era perigosa. A lancha balançava muito, mas conseguimos manter a criança hidratada para salvar sua vida e continuar o atendimento na cidade. A experiência foi muito válida. Você vê que seu trabalho pode ajudar o próximo, vale a pena, é gratificante. Todos que viajaram comigo têm a mesma opinião”, conta a voluntária.
Capacitação – Os profissionais terão capacitação específica para atuarem em situações de calamidade. “Destes nove mil inscritos, mil já foram selecionados e 320 já foram treinados no ano passado. Temos uma nova especialização em situação de desastre, que é feita por meio do hospital Sírio Libanês em parceria com o Ministério, mas essa é para nível superior. Após o carnaval estamos junto à Secretaria de Vigilância em Saúderevendo um cronograma intenso que vai contemplar as demais categorias profissionais. Nos novos cursos, que vão começar no fim do mês de maio, serão incluídos os novos candidatos”, explica a coordenadora Conceição Costa.
Estrutura – A FNSUS contará com Hospitais de Campanha para atendimento às vítimas de calamidade, podendo realizar, inclusive, cirurgias e estabilização de pacientes críticos e / ou graves em terapia intensiva, para posterior encaminhamento para a Rede de Urgência. Além disso, a equipe terá suporte de veículos de intervenção rápida e ambulâncias para assistência e remoção de suporte básico e avançado à vida.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ministério lança portal que reúne dados sobre atendimento a pacientes do SUS



Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (05), o Portal do Cidadão, uma ferramenta que permite ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) acessar informações sobre o atendimento que recebe nas unidades de saúde pública. No site, todo cidadão pode colocar informações sobre internações, cirurgias, atendimentos ambulatoriais de média e alta complexidade. Além disso, também vai ser possível acrescentar dados importantes relacionadas à saúde, como doenças crônicas, medicamentos de uso diário ou alergias.  “Criamos um acesso direto a um portal na internet onde o paciente pode colocar um conjunto de informações sobre a saúde dele. Com o nome do usuário é possível encontrar as informações sobre ele. Mas existem três opções: Pode ser público, pode ser apenas para o médico que a pessoa liberar ou com acesso restrito, onde só o usuário pode ver. Isso é do desejo dele. Mas as informações ficam guardadas com fortes critérios de segurança”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os dados são de divulgação restrita aos pacientes, que poderão liberá-los a seu médico de confiança ou permitir que todos os profissionais que o atendam tenham acesso. Ao acessar estas informações, o profissional que tiver autorização do paciente poderá, de qualquer lugar, traçar o diagnóstico e ofertar o tratamento mais adequado ao histórico do usuário, que também pode incluir links de laudos e exames já realizados. “As informações podem ficar disponíveis para o médico pelo tempo que o usuário achar necessário. Pode ficar liberado dois meses ou por cinco anos. Lá o médico pode ter acesso a todos os registros e se tiver o e-mail cadastrado no portal ele poderá usar a plataforma para se comunicar com o paciente, como passar resultados de exames, por exemplo. As duas partes interessadas recebem uma informação eletrônica”, detalhou o ministro.
Para se cadastrar no site o usuário precisa informar apenas o nome e o número do CPF ou do número do Cartão SUS.  “A pessoa que não sabe se tem o cartão do SUS pode checar o número dele no Portal e até imprimir o cartão em casa, em folha A4. Quem não tem o cartão pode fazer o pré-cadastro pelo Portal e depois validá-lo na unidade de saúde mais próxima. E quem já tem o número pode atualizar todos os dados”, lembrou Padilha.
E-SUS – Outra novidade que o ministro anunciou foi o software público E-SUS Atenção Básica (E-SUS AB), uma ferramenta gratuita para os municípios brasileiros, capaz de organizar a gestão do funcionamento das unidades básicas. “É um passo importante do processo de informatização do SUS. Agora temos duas ferramentas, uma ferramenta voltada para o cidadão e uma para o gestor da UBS (Unidades Básicas de Saúde), feitas para melhorar o cuidado ao paciente e o conjunto da gestão”, declarou Alexandre Padilha.
Uma ferramenta para modernizar os serviços públicos de saúde que partir de um convênio entre o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina, irá implantar o prontuário eletrônico que, sem precisar de papel, reunirá todo o histórico de atendimento do paciente. A plataforma também oferece soluções para agendamento de consultas e monitoramento do cumprimento da carga horária dos profissionais de cada unidade básica de saúde.
As informações sobre os pacientes ficarão armazenadas nas unidades do município. Apenas os dados gerais, que servem para orientação de políticas públicas de melhoria da qualidade e do acesso ao SUS, constarão na base nacional do Sistema Cartão SUS. “O ministério desenvolveu a tecnologia e ajudou os municípios a economizarem com investimento em tecnologia. A partir de março os municípios já podem baixar a plataforma no site de atenção básica ou instalar por meio de pendrives. Agora a bola tá com os prefeitos!”, explicou o ministro.
Banda larga – “Fizemos um senso detalhado sobre o acesso a conectividade e batemos na porta de cada unidade básica de saúde. Cerca de 30% delas tem alguma internet”, comentou o ministro Padilha, antes de anunciar que irá custear a conexão com Internet banda larga para as quase 14 mil unidades básicas que aderiram ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ).
Em busca da ampliação do acesso, da melhoria da qualidade da atenção básica e para aperfeiçoar a capacidade de atendimento, o Ministério da Saúde fechou parceria com o Ministério das Comunicações e depois do carnaval será realizada audiência pública com as operadoras de telefonia para definir o cronograma de implantação do serviço de banda larga. A expectativa é lançar em março o edital para selecionar as empresas que levarão a conexão às unidades. Todos os custos serão pagos pelo Ministério da Saúde.
Mais ferramentas – Com o auxílio de mapas o portal também vai possibilitar consulta aos estabelecimentos que atendem pelo SUS, como unidades básicas, clínicas e hospitais. O usuário poderá localizar a opção de atendimento mais próxima e identificar pontos para retiradas de medicamentos na lista de farmácias do programa “Aqui Tem Farmácia Popular”, tanto nas públicas quanto nas redes privadas credenciadas.
Fonte:  Blog da Saúde

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Campanha de prevenção à aids adota tom sério


A campanha de prevenção às DST/aids do Ministério da Saúde, para o carnaval deste ano, tem como marca um tom mais sério em todo o seu conteúdo. Com o enfoque,“A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha”, a campanha pretende chamar a atenção para a diferença que faz o uso do preservativo na hora da relação. O público-alvo é a toda a população sexualmente ativa.
O lançamento aconteceu nessa quinta-feira (31), no Rio de Janeiro, com a presença de autoridades, atores, agentes comunitários de saúde e lideranças engajadas com a causa da prevenção de 16 favelas da capital carioca.
A abordagem da campanha dá ênfase a um novo conceito, a uma nova metodologia. “Estamos falando mais sério, mostrando que viver com aids, apesar de possível, não é fácil”, destaca o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Para o secretário, há uma tendência de distanciamento e de negação da população em relação à aids e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Essa atitude, segundo ele, costuma afastar as pessoas de comportamentos seguros de prevenção.
O vídeo da campanha já está sendo exibido e a mensagem aborda a gravidade da doença. O filme mostra que a aids não é como gripe e queimadura de sol, que podem ser curados com tratamento médico. Os cuidados com a saúde, no caso do HIV, exigem acompanhamento pelo resto da vida. O protagonista do vídeo, Diego Calixto, é portador do vírus e descobriu sua sorologia há dois anos, ou seja, o fato é real.
A campanha conta ainda com anúncios em outdoor, busdoor, taxidoor, esteiras de aeroportos, abrigos de ônibus e blimps, com o tema principal e a frase de apoio: “Proteja-se. Use sempre a camisinha”. Dois jingles de rádio também estão sendo veiculados, um em ritmo de frevo e outro, de samba.
O Ministério da Saúde também confeccionou a arte gráfica para abadás, adesivos, bandanas, bandeiras, camisetas, cartazes, dispensadores de camisinhas, estandartes, faixas, filipetas, flâmulas, folderes, garrafinhas, porta-documentos e ventarolas, todos disponíveis no site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para serem reproduzidos por estados e municípios.
Fique Sabendo – O governo federal também está incentivando a testagem nos estados e municípios, por meio da ação “Fique Sabendo” – estratégia de mobilização direcionada à ampliação do diagnóstico precoce de aids. A meta é possibilitar às pessoas que vivem com HIV e não sabem disso, público estimado em 150 mil, façam o teste. “O diagnóstico precoce, seguido do acesso a medicamentos antirretrovirais e do acompanhamento clínico adequado, são os grandes responsáveis pelo aumento da qualidade de vida dos portadores do HIV”, observa o diretor do Departamento, Dirceu Greco.
Atento a isso, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação do acesso à testagem. De 2005 – quando o teste rápido foi implementado no país – a 2012, houve aumento de 430% no número de testes ofertados (de 528 mil para 2,8 milhões). Com apenas uma gota de sangue, o resultado do teste sai em 30 minutos e a pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame.
O exame é 100% nacional desde 2008, produzido pela Biomanguinhos/Fiocruz e pela Universidade Federal do Espírito Santo. Nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), a entrega do resultado é sigilosa e, caso o resultado final der positivo, a pessoa é encaminhada para tratamento nos serviços de referência.
O Fique Sabendo atua em duas frentes: em Unidades Básicas de Saúde, CTAs e ambulatórios ou em locais como praças, feiras e eventos específicos. Além da realização de testes rápidos, o serviço distribui insumos para prevenção, como camisinhas, gel lubrificante e material informativo sobre HIV/aids, DSTs e hepatites virais.
Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lanches saudáveis preparados em casa ajudam a manter energia durante o expediente


Foto: Patrick Lane/Somos Images/Corbis
Trazer alimentos de casa para o trabalho pode ser uma opção segura e saudável para lanches no intervalo entre o café da manhã e almoço e durante a tarde. Além da certeza no preparo higiênico e a escolha de bons ingredientes, os lanches ajudam a manter a recomendação nutricional de fracionar as alimentações em torno de cinco a seis vezes ao dia. A regra ajuda a evitar exageros nas refeições principais e mantém a energia durante a jornada de trabalho.
Ministério da Saúde, nos “Dez passos para uma alimentação saudável”, encontrado no Guia Alimentar de Bolso para a População Brasileira, recomenda fazer três refeições (café da manhã, almoço e jantar), evitando pular as mesmas, e dois lanches saudáveis por dia. “Dessa forma é possível manter o metabolismo acelerado, já que o organismo gastará energia nos processos digestivos. Ficar muito tempo sem se alimentar faz com que o corpo poupe energia ao invés de gastá-la, e isso poderá facilitar o ganho de peso”, acrescenta as nutricionistas Raquel Franz e Nádia Barrem, da Coordenação de Atenção à Saúde do Servidor (CAS/CGESP/SAA/SE/MS).
A quantidade dos alimentos é variável de acordo com as necessidades nutricionais de cada indivíduo. Deve-se ficar atento ainda a um cardápio diferenciado, para se consumir todos os nutrientes importantes ao organismo. Portanto, segundo as nutricionistas, alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio, como salgados de padaria, bolos, salgadinhos de pacote, refrigerantes e doces devem ficar fora das opções de lanche durante o expediente.
Para um bom aproveitamento dos lanches, é importante estar atento ao transporte e o armazenamento dos alimentos. Aqueles que precisam de refrigeração, como iogurte, leite e sanduíches naturais, por exemplo, devem ser armazenados em bolsas térmicas e imediatamente guardados na geladeira ou no frigobar. As frutas, biscoitos e torradas integrais e demais alimentos podem ser mantidos em temperatura ambiente, mas devem ser trazidos em recipientes fechados e adequados para evitar amassados ou contaminações.
Sugestões de cardápio - As alternativas de lanche são variadas. “Há alimentos muito nutritivos que são ótimas opções, como as oleaginosas tipo castanhas, nozes, amêndoas, as frutas secas ou frescas, os iogurtes e os cereais em barra, biscoitos, torradinhas e pães integrais”, lembram Raquel e Nádia.
  • Confira duas receitas saudáveis sugeridas pelas nutricionistas de sanduíches fáceis e rápidos de preparar antes do trabalho
Sanduíche de ricota temperada
2 fatias de pão integral light
3 colheres de sopa de ricota temperada
Ricota temperada: Amasse a ricota e acrescente cenoura ralada e especiarias como orégano, salsa desidratada, cheiro verde, entre outros. Adicione a essa pasta um pouco de azeite de oliva extravirgem.
Sanduíche com recheio de pasta de iogurte e alface:
2 fatias de pão integral light
3 colheres de sopa pasta de iogurte e alface
Pasta de iogurte e alface:
½ pé de alface lavada e picada
½ copo de iogurte natural desnatado
½ xícara de queijo minas light cortado em cubinhos pequenos
1 tomate pequeno, sem semente cortado em cubinhos
1 colher de sopa de cebolinha verde picada
Limão, sal, orégano e pimenta a gosto
Rende 8 porções.